Lote piloto de respiradores feito no Brasil está pronto

Segundo apurou o CNN Business, o lote piloto de 15 a 20 respiradores ficou pronto e está funcionando bem

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), recebe carga de respiradores em aeroporto de Manaus
O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), recebe carga de respiradores em aeroporto de Manaus Foto: Diego Peres/Secom Amazonas

Raquel Landimda CNN

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A força-tarefa de empresas nacionais organizada pelo Ministério da Saúde para incrementar a produção de respiradores no país finalizou os primeiros aparelhos. Segundo apurou o CNN Business, o lote piloto de 15 a 20 respiradores ficou pronto e está funcionando bem.

A produção, contudo, só deve ganhar escala nas próximas semanas, quando chegam as peças fabricadas na China, especialmente uma válvula de descompressão de ar que está em falta no mundo.

O lote piloto foi feito utilizando um pequeno pedido de válvulas que conseguiu desembarcar no Brasil. A expectativa das pessoas envolvidas no processo é que, se as peças chinesas chegarem conforme o previsto, os primeiros 2 mil ventiladores sejam produzidos em breve, chegando em 15 mil até o início de agosto – teoricamente o suficiente para atender a demanda extra causada pela COVID-19.

Os respiradores são utilizados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais e no transporte em ambulâncias e helicópteros. A falta dos equipamentos é um dos principais gargalos para o tratamento de pacientes com o novo coronavírus em situação grave.

O governo federal, Estados e municípios estão com muita dificuldade para importar os aparelhos da China devido a enorme demanda global . O ministério da Saúde chegou a fechar uma encomenda, mas o fabricante chinês cancelou o pedido após encontrar quem pagasse mais.

Para contornar esse problema, foi montada uma força-tarefa que envolve grandes empresa – como Bosch, Ford e Flextronics – e os maiores bancos para ajudar as fabricantes nacionais a elevar significativamente a produção. O Brasil possui apenas cinco pequenas companhias especializadas em respiradores, que produziam cerca de 50 aparelhos por mês.

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