Lufthansa testa assento ‘leito’ na econômica em voos entre São Paulo e Frankfurt

Por US$ 180 (cerca de R$ 915), os passageiros podem ter acesso ao conjunto de poltronas, além de um kit com travesseiro, colchão e coberta

Fileira de poltronas da classe econômica se transforma numa cama<br>Foto: Divulgação

Wesley Santana, colaboração para o CNN Brasil Business

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Em um voo de 12 horas, dormir durante o trajeto é o sonho de muita gente. A partir de agora, isso pode ser uma realidade em voos da Lufthansa não só na classe executiva. A companhia aérea alemã, que faz voos diretos entre o Brasil e a Europa, começou um projeto-piloto para transformar fileiras de poltronas da classe econômica em uma cama. 

De acordo com informações divulgadas pela empresa, desde o mês passado, o serviço está sendo testado no trecho entre São Paulo e Frankfurt, na Alemanha, e deve durar até o fim de janeiro. Por US$ 180 (cerca de R$ 915), os passageiros podem fazer um upgrade e ter acesso ao conjunto de poltronas, além de um kit com travesseiro, colchão e coberta.

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“Esse é mais um produto que criamos para atender à demanda dos nossos clientes. É uma ideia muito relevante, principalmente para os voos noturnos. Como temos aeronaves grandes e que estão circulando com 40% da capacidade [por causa da pandemia], vimos a oportunidade de oferecer esse novo serviço”, afirmou Tom Maes, diretor sênior de vendas do Lufthansa Group. 

A empresa diz que, durante o período de testes, está conduzindo uma pesquisa com os clientes. Depois disso, conforme os resultados, a companhia vai decidir pela continuação e expansão do serviço para outros trechos.  

“Em 2020, tivemos que nos reinventar e lançar serviços que promovessem mais conforto e segurança aos nossos passageiros. É o caso do Sleeper’s Row”, ressaltou Annette Taeuber, diretora de vendas para o Brasil.

Crise na pandemia

Assim como outras aéreas pelo mundo, a Lufthansa teve grandes prejuízos neste ano. Um dos reflexos foi o quase cancelamento do trecho entre São Paulo e Munique, também na Alemanha, que foi implantado no ano passado e, antes da pandemia, já tinha recorrência de 28 voos semanais. 

“Chegamos a operar apenas 5% da nossa capacidade em 2020. Foi um momento muito triste para a companhia e para todo o setor aéreo. Apesar disso, ficamos felizes porque não paramos de trabalhar e pudemos transportar equipamentos médicos e repatriar muitos cidadãos entre o Brasil e a Europa”, destacou Maes. 

Devido aos recentes decretos de lockdown pelo mundo, a empresa ainda não tem previsão de quando deve voltar a operar todos os seus voos, mas garante que termina este ano operando cerca de 46% do total de voos que ofertou no fim de 2019. 

Além disso, Cleverton Vighy, diretor regional da Lufthansa Cargo, adiantou que a marca deve contribuir com o traslado de vacinas pelo Brasil e pelo mundo, por meio de sua subsidiária. “Assim como ajudamos no transporte de EPI’s, vamos ajudar a levar vacinas também”, concluiu.

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