Luxo brasileiro: Vivara e Restoque estão entre as 100 maiores do setor no mundo

O levantamento da Deloitte considera questões como faturamento, presença no mercado e desempenho das empresas durante o período de apuração; LVMH lidera

Gisele Bündchen, em propaganda da Vivara: empresa é a brasileira melhor posicionada em ranking da Deloitte
Gisele Bündchen, em propaganda da Vivara: empresa é a brasileira melhor posicionada em ranking da Deloitte Foto: Vivara/Divulgação

Wesley Santana,

colaboração para o CNN Brasil Business

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Tem empresa brasileira entre as gigantes do luxo. Um relatório divulgado pela Deloitte mostra as 100 empresas que mais geraram receita no setor em 2019. O ranking, com 100 companhias, coloca duas brasileiras: Vivara (VIVA3), empresa que atua na produção de joias, e Restoque (LLIS3), que atua no segmento de vestuário e é proprietária de grifes como Le Lis Blanc e Dudalina.

O levantamento da Deloitte considera questões como faturamento, presença no mercado e desempenho das empresas durante o período de apuração. Para esta edição, a organizadora colocou como marca de corte a receita líquida de US$ 238 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão). 

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No levantamento, o pódio é formado pela francesa LVMH, que controla Louis Vuitton e Christian Dior, no topo, seguida pela também francesa Kering, controladora da Gucci e pela americana Estée Lauder, proprietária da Mac, na sequência. As brasileiras Vivara e Restoque ocuparam a 89ª e 99ª posição, respectivamente.

França, China, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos são os países com mais empresas na lista. Quando comparados aos resultados de 2018, China, Japão e Estados Unidos foram as economias que mais perderam posições no top 100. No crescimento, a Alemanha foi o país que apresentou melhor resultado, dobrando a quantidade de companhias.

O estudo destaca a Vivara, que tem artistas como Gisele Bündchen e Marina Ruy Barbosa como garotas propagandas, como uma das companhias que apresentaram melhor resultado no período de um ano. 

Segundo dados da marca, entre 2018 e 2019, o crescimento foi de 10,5%, o que fez com que ela alcançasse o faturamento anual de US$ 297 milhões. Neste ano, no entanto, as ações da empresa ainda não se recuperaram do tombo da pandemia e tem queda de 9,4% no ano. 

Já a Restoque está em uma situação pior. A companhia, neste ano, chegou a pedir acordo extrajudicial com os seus credores. Desde janeiro, as ações da empresa despencaram mais de 70%.

Mercado em mudança

Ao todo, segundo o relatório, as empresas movimentaram mais de US$ 281 bilhões (cerca de R$ 1,4 trilhão) em todo o mundo, em 2019. Além disso, só as 10 primeiras da lista foram responsáveis por 52,2% deste faturamento.

Para Ricardo Balkins, sócio-líder da Delloite, o setor de bens de luxo move boa parte do mercado de consumo no mundo todo e, agora, duas nacionais compartilham este ranking disputado. 

“A crise gerada pela pandemia da Covid-19 levou as marcas a mudarem seu modo de pensar e a adotarem novos paradigmas e valores. O esperado é que empresas brasileiras sigam esse mesmo caminho, criando uma conexão maior com os consumidores”, diz.

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