Magalu, 3M: empresas se reúnem para buscar soluções para o pós-pandemia

Na lista, estão grupos como Carrefour, Magazine Luiza, 3M e Usiminas, além do empresário Jorge Gerdau, presidente do Mundo Brasil Competitivo

Fachada de loja do Magazine Luiza
Fachada de loja do Magazine Luiza Foto: Divulgação

Estadão Conteúdo

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Na busca para encontrar soluções para os negócios durante a pandemia, três empresários lançaram, no fim de abril, um movimento para trocar experiências. Em um mês, o #VamosVirarOJogo atraiu 453 empresas e associações interessadas na iniciativa. Na lista, estão grupos como Carrefour, Magazine Luiza, 3M e Usiminas, além do empresário Jorge Gerdau, presidente do Mundo Brasil Competitivo.

“Nosso objetivo é estimular a troca de experiências e o compartilhamento de iniciativas que estão dando certo durante a pandemia”, afirma o fundador e presidente do grupo Empreenda, César Souza, idealizador do movimento. Ele conta que a iniciativa surgiu como uma forma de ver a vida no pós-covid-19.

Com a ideia na cabeça, Souza procurou dois outros empresários para tocar o projeto: Alexandro Barsi, presidente e fundador da Verity Group, e Vittorio Danesi, fundador e presidente da Simpress. Em dois dias, eles conseguiram 16 adesões. O objetivo é chegar ao fim deste mês com a participação de 500 empresas e, até o fim do ano, ter mil companhias reunidas.

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Uma das primeiras iniciativas, diz Souza, foi reunir as melhores práticas adotadas até agora pelas companhias. “Lançamos uma mensagem eletrônica pedindo que as empresas nos enviassem as iniciativas tomadas durante a pandemia e que podem servir de inspiração para outros.” Até agora, o movimento tem 52 cases que se enquadram dentro das melhores práticas.

“Entendemos que as empresas terão de se reinventar nas formas de se relacionar com clientes, na gestão e na relação comercial. Nosso objetivo é mostrar como lidar com essa nova situação”, diz o idealizador do movimento.

O vice-presidente do Carrefour, Stephane Engelhard, responsável pela área de assuntos institucionais, conta que a empresa aderiu ao movimento por entender que pode dar contribuição para empresas menores. “Nosso setor é considerado uma atividade essencial. Por isso, não fechamos durante a pandemia e tivemos de adotar protocolos rígidos para preservar clientes e funcionários.”

Ele conta que várias das iniciativas adotadas pelo grupo francês foram copiadas em outros estabelecimentos, como a instalação de acrílico nos caixas, marcação de distância no chão e medição de temperatura. “Entendemos que nosso protocolo de medidas sanitárias poderia ser importante para a reabertura da economia em outros companhias. Da mesma forma, acreditamos que podemos adotar outras experiências.”

O movimento também será um ambiente para estruturar propostas que serão levadas a formuladores de políticas. César Souza destaca, entretanto, que a iniciativa não tem o objetivo de discutir questões políticas e partidárias. Além disso, não há custos envolvidos.

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