Maia diz que não se opõe a prorrogar auxílio desde que respeitado teto de gastos

Para o deputado, no entanto, novas parcelas do benefício precisam ser pagas dentro do teto de gastos

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia Foto: Adriano Machado - 22.mai.2019/ Reuters

Igor Gadelhada CNN

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse à CNN que não se opõe à prorrogação do auxílio emergencial por mais alguns meses em 2021, como defendido por alguns parlamentares. 

O deputado fluminense, porém, coloca como condição que as novas parcelas sejam bancadas com recursos do orçamento primário da União e dentro do teto de gastos

Após a publicação da matéria, o presidente da Câmara foi ao Twitter negar a afirmação e dizer que já deixou claro ser contra prorrogar o decreto de calamidade pública. 

“Não disse isso. Já deixei claro publicamente que sou contra a prorrogação do decreto de calamidade e que é preciso encontrar uma solução dentro do teto de gastos”, escreveu, citando a reportagem da CNN.

Maia havia dado a declaração à coluna ao negar que o fato de ser contra o decreto de calamidade significasse também ser contra a concessão do auxílio emergencial por mais alguns meses.

Como a CNN registrou, o deputado deixou claro, porém, que o ideal seria construir um programa social definitivo, bancado com recursos do orçamento regular e respeitando o teto de gastos.

Nas últimas semanas, parlamentares passaram a defender prorrogar o estado de calamidade pública, para que o auxílio emergencial possa ser estendido por pelo menos mais três meses em 2021.

Alguns parlamentares, porém, querem recorrer novamente ao chamado Orçamento de Guerra, que vale até o final do ano e permite furar a regra teto de gastos para bancar gastos durante a pandemia.

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Essa opção ganhou força principalmente diante da falta de consenso no governo e no Congresso sobre como bancar o Renda Cidadã, novo programa social que substituirá o Bolsa Família.

No fim de semana, Maia afirmou que não existe a menor possibilidade de prorrogar o estado de calamidade, que, pelo decreto em vigor, acabará em 31 de dezembro deste ano.

À CNN, o presidente da Câmara explicou, porém, que não se opõe à prorrogação do auxílio emergencial, desde que “dentro do orçamento primário”. “Não há opção fora do teto”, disse.

Para o parlamentar fluminense, há alternativas, “o que não se pode é não querer enfrenta-las”. “Dentro do teto precisa encontrar a solução”, reforçou o presidente da Câmara.

Na avaliação de Maia, o ideal, porém, seria construir um programa social definitivo. “Sou a favor que se construa um programa, que pode ser de R$ 300, de R$ 600, de R$ 1 mil, dentro do teto de gastos”, disse.

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