Maioria das bolsas da Ásia fecha em baixa, de olho em aperto monetário nos EUA

Investidores vêm ajustando suas carteiras desde que o Fed sinalizou na última semana que poderá começar a aumentar juros mais cedo do que se imaginava

Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters

Sergio Caldas,

do Estadão Conteúdo

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As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira (21) com a de Tóquio liderando as perdas, após os mercados acionários de Nova York se enfraquecerem na última sexta-feira (18) em meio a temores gerados pela perspectiva de aperto da política monetária nos EUA.

Investidores vêm ajustando suas carteiras desde que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sinalizou na última semana que poderá começar a aumentar juros mais cedo do que se imaginava. O Fed também elevou projeções de inflação para este e os próximos dois anos, diante do forte avanço dos preços nos EUA nos últimos meses.

Uma das missões do Fed é manter a inflação sob controle. O receio é que a tendência de alta da inflação global leve grandes BCs a reverter os agressivos estímulos que adotaram em reação à pandemia da Covid-19 antes do previsto.

O índice Nikkei sofreu tombo de 3,29% em Tóquio hoje, a 28.010,93 pontos. Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 1,08% em Hong Kong, a 28.489,00 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,83% em Seul, a 3.240,79 pontos, e o Taiex registrou perda de 1,48% em Taiwan, a 17.062,98 pontos.

Na sexta, as bolsas de Nova York caíram entre 0,92% e 1,58%, também sob o peso de comentários de um dirigente regional do Fed, James Bullard, que falou em entrevista à CNBC que o BC americano havia iniciado oficialmente as discussões sobre o “tapering”, como é conhecido o processo de retirada de estímulos à economia.

Já na China continental, os mercados conseguiram driblar o mau humor hoje, após o BC local manter suas principais taxas de juros inalteradas pelo 14º mês consecutivo. O Xangai Composto subiu 0,12%, a 3.529,18 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,74%, a 2.396,20 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o viés predominantemente negativo da região asiática, e o S&P/ASX 200 teve a maior queda em mais de um mês em Sydney, de 1,81%, a 7.235,30 pontos. 

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