Mais afetados pelo desemprego, Nordeste e Sudeste dão sinais de retomada, diz FGV

À CNN, a pesquisadora Janaína Feijó explicou levantamento e avaliou que retomada será “lenta e gradual”

Carteira de trabalho
Carteira de trabalho Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Amanda GarciaBel Camposda CNN

em São Paulo

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Um estudo do FGV-IBRE que analisou os indicadores do mercado de trabalho nos últimos 3 anos apontou que as regiões Nordeste e Sudeste foram as mais afetadas pelo desemprego causado pela pandemia de Covid-19.

Em entrevista à CNN nesta terça-feira (9), a pesquisadora Janaína Feijó, do FGV-IBRE, Sudeste e Nordeste têm “as maiores taxas de desemprego.”

De acordo com ela, o motivo é claro: ambas as regiões têm uma grande parcela da população no setor informal e de serviços que sofreram com as medidas restritivas contra o coronavírus.

Feijó destacou que já há sinais de retomada: “Desde o final de 2020, identificamos recuperação lenta e gradual do emprego, mas, no entanto, a maior parte que das pessoas que estão voltando ao mercado de trabalho está procurando, mas não estão encontrando vagas.”

No Nordeste, “à medida que amplia a imunização, há melhora nos indicadores, com retomada mais rápida e mais informal”, explicou.

A retomada no Sudeste, segundo Janaína, acontece em menor velocidade do que no Nordeste – que teve crescimento de 5,4% da população ocupada –, mas ela reforçou que a região parte de “uma situação menos complicada.”

A expectativa de Janaína Feijó é de, no próximo ano, a taxa de desemprego “chegue a 12,4%, uma taxa um pouco maior do que a verificada no segundo semestre de 2019, a tendência é que o mercado retome de forma gradual.”

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