‘Melhora fiscal não pode levar a relaxamento absurdo’, diz secretário de Guedes

"Temos que ter cautela ao tratar da nossa melhora fiscal, porque a trajetória que o Brasil tem de consolidação fiscal é muito longa", disse Bittencourt, do Tesouro

Foto: Divulgação/Redes Sociais

Anna Russido CNN Brasil Business

Brasília

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O secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, defendeu que o mercado não deixe os ruídos políticos no país mascararem melhoras fiscais feitas no governo Bolsonaro. Ao mesmo tempo, ele admitiu que tal melhora no cenário fiscal não pode servir de fundamento para um relaxamento “absurdo” do processo de consolidação das contas públicas.

“Temos que ter cautela ao tratar da nossa melhora fiscal, porque a trajetória que o Brasil tem de consolidação fiscal é muito longa. O Brasil tem uma dívida muito maior que a dos seus pares e, historicamente, uma dívida mais cara”, observou em entrevista à Genial Investimentos, nesta segunda-feira (13).

“Por mais que tenhamos conseguido trazer de volta as curvas do fiscal para o patamar pré-pandemia, isso não pode ser motivo para relaxarmos no processo de consolidação fiscal do Brasil”, completou.

Segundo ele, o sólido cenário fiscal conquistado permite uma margem de manobra para algumas medidas, mas, ao mesmo tempo, precisa ser preservado e entendido como uma base para o crescimento sustentável.

Por outro lado, o secretário destacou que ainda há alguns desafios em aberto no Orçamento de 2022, como a questão da conta de precatórios e a ampliação do Bolsa Família no novo programa, o Auxílio Brasil.

“Uma discussão de revisão de Bolsa Família vai passar por debate dos precatórios e é importante que haja alinhamento de Poderes em discussão de precatórios, porque é uma discussão que envolve o Executivo, o Judiciário… Precisa ter uma harmonia entre os poderes para que os grandes problemas sejam endereçados”, argumentou.

Nesse sentido, Bittencourt defendeu a importância da manutenção do cenário “mais calmo”, instalado no fim da semana passada, após declaração do presidente Jair Bolsonaro à Nação. Na visão do secretário, se os obstáculos dos precatórios forem superados para o Orçamento de 2022, o país “entra no processo eleitoral de 2022 com as instituições fiscais mais fortes”.

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