Mercado de trabalho nos EUA cria 850 mil vagas em junho, acima do esperado

A taxa de desemprego subiu de 5,8% em maio para 5,9%

Foto: Reuters/Mike Blake

Lucia Mutikani, da Reuters

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O crescimento do emprego nos EUA acelerou em junho, à medida que as empresas, desesperadas por aumentar a produção e os serviços em meio à crescente demanda, aumentaram os salários e ofereceram incentivos para atrair milhões de americanos desempregados a voltar ao mercado de trabalho.

A folha de pagamento não-agrícola (payroll) aumentou em 850 mil empregos no mês passado, após um aumento de 583 mil em maio, disse o Departamento de Trabalho em seu relatório de empregos na sexta-feira (2). A taxa de desemprego subiu de 5,8% em maio para 5,9%.

A taxa de desemprego foi subestimada por pessoas que se classificam erroneamente como “empregadas, mas ausentes do trabalho”. O número recorde de vagas é de 9,3 milhões. Economistas ouvidos pela Reuters previam um aumento de 700 mil empregos na folha de pagamento no mês passado e uma queda na taxa de desemprego para 5,7%.

O rendimento médio por hora subiu 0,3% no mês passado, depois de aumentar 0,4% em maio. Isso elevou o aumento anual da massa salarial de 1,9% em maio para 3,6%. 

O relatório sugeriu que a economia fechou o segundo trimestre com forte crescimento, após uma reabertura possibilitada pelas vacinações contra Covid-19. Mais de 150 milhões de pessoas estão totalmente imunizadas.

Políticos, empresários e alguns economistas culparam o aumento dos benefícios pelo desemprego, incluindo um cheque semanal de US$ 300 do governo. A falta de creches a preços acessíveis e o medo de contrair o coronavírus também foram responsabilizados por manter os trabalhadores, principalmente as mulheres, em casa.

Também houve aposentadorias relacionadas à pandemia, bem como mudanças de carreira. Os preços recordes das ações e os valores das residências em alta também estimularam as aposentadorias precoces.

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