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    Mercado eleva projeção de inflação para 2,47% em 2020; PIB se mantém estável

    Para este ano, o centro da meta é de 4,00% com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual, ou seja, podendo variar de 2,50% a 5,50%

    Sede do Banco Central, em Brasília (16.mai.2017)
    Sede do Banco Central, em Brasília (16.mai.2017) Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

    Anna Russi,

    do CNN Brasil Business, em Brasília

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    Enquanto as projeções do mercado financeiro para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) se mantêm praticamente estáveis no patamar dos 5%, as previsões para a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), se aproximam do piso da meta. A expectativa das instituições financeiras é de que a inflação do país seja de 2,47% em 2020. Na semana passada, a estimativa estava em 2,12%. 

    Os números são do relatório semanal Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central. O documento reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos

    Para este ano, o centro da meta é de 4,00% com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual, ou seja, podendo variar de 2,50% a 5,50%. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e, para persegui-la, o BC eleva ou reduz a taxa de juros básica, a Selic, atualmente na mínima histórica, a 2% ao ano. 

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    Ja a projeção para a recessão econômica em 2020 passou de queda de 5,02% para 5,03%. Ao longo do último mês, a previsão para a economia tem se mantido praticamente estável no patamar dos 5%. No fim de junho, no entanto, a expectativa o mercado para a contração do PIB alcançou o pior pico, quando era esperado um tombo de 6,54%. 

    Com a melhora, as expectativas do mercado se mantêm alinhada à previsão do Banco Central, revisada na semana passada, que espera recuo de 5% da atividade. O valor também está próximo da nova projeção oficial do Banco Mundial, que, ao em vez de queda de 8% esperado anteriormente, vê uma retração de 5,4% na economia brasileira. 

    A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também melhorou a previsão de recessão da economia brasileira para 6,5%, ante 7,4% previsto anteriormente. 

    A estimativa oficial da equipe econômica, por outro lado, permanece em queda de 4,7%. O ministro da Economia, Paulo Guedes, no entanto, já afirmou que a contração da atividade econômica será abaixo do patamar dos 4%.

    As previsões de recessão este ano refletem os impactos da pandemia da Covid-19, na economia nacional e mundial, que também caminha para uma retração.

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