Mercado Livre fecha parceria com CrediHome e facilita financiamento de imóveis

Com formulário da fintech na plataforma, consumidor consegue simular financiamentos nos principais bancos do varejo

Funcionários trabalham em escritório do Mercado Livre, em São Paulo
Funcionários trabalham em escritório do Mercado Livre, em São Paulo Foto: Divulgação

Manuela Tecchio, do CNN Brasil Business, em São Paulo

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Quem já estava habituado a procurar por imóveis para comprar e alugar pelo Mercado Livre, agora também vai poder simular o financiamento do bem pela plataforma. O marketplace acaba de fechar uma parceria com a CrediHome, fintech de crédito imobiliário.

“Queremos tornar a jornada de compra e venda dos usuários cada vez mais segura, simples e facilitada. Com essa parceria, conseguiremos ampliar a atuação da plataforma, oferecendo a melhor experiência para o consumidor”, disse o diretor do marketplace de veículos, imóveis e serviços do Mercado Livre, Luis Paulo dos Santos.

Desde 2004, o marketplace oferece o serviço de classificados, mas não fica com nenhuma fatia da transação quando algum imóvel é vendido. “É uma ferramenta para que imobiliárias, corretores e pessoas físicas anunciem seus imóveis gratuitamente ou com um plano no Mercado Livre. Não é cobrada nenhuma comissão”, diz Santos.

Agora, com a parceria que estabelece com a Credihome, o Mercado Livre passa a ganhar um comissionamento em cima dos empréstimos feitos pela fintech. 

“A seção de imóveis do Mercado Livre tem apresentado uma evolução bem positiva e, atualmente, oferece mais de 3 milhões de anúncios de diferentes tipos de imóveis, como casas, apartamentos, terrenos, salas comerciais, galpões e outros”, diz Santos.

Pelo formulário da CrediHome, que já está disponível no Mercado Livre, é possível pedir para que a CrediHome faça um escaneamento de todas as condições oferecidas pelos grandes bancos tradicionais e outras instituições financeiras com poucos cliques. 

Modelo de negócio

É preciso fornecer dados pessoais e selecionar qual o imóvel de interesse. Esse cadastro será encaminhado a todos os principais bancos do varejo e, caso o empréstimo seja aprovado, o consumidor poderá optar entre as melhores condições e taxas.

“Com nosso modelo, conseguimos trazer todas as opções do mercado e ajudar o cliente na melhor escolha. Depois, se o consumidor decidir fazer a contratação, ainda podemos assessorar na documentação e até a finalização do processo”, conta o fundador e CEO da Credihome, Bruno Gama.

Mas a fintech também conta com seu próprio FIDC e trabalha com empréstimos de home equity, em que outro imóvel do cliente pode servir de garantia. Um modelo interessante para empreendedores é o financiamento com até cinco proponentes, também oferecido pela startup. 

Por enquanto, a parceria tem funcionado: desde novembro, quando o serviço da CrediHome foi agregado ao Mercado Livre, já foram realizadas análises de crédito que ultrapassam os R$ 50 milhões. Nem todo esse valor foi contratado, no entanto.

Resultados

“Ainda estamos num momento superficial, de entrada, e a taxa de juros favorável tem feito bastante gente estudar um financiamento sem a certeza de que vai fechar negócio ainda. Mas estamos bem contente com os resultados até agora”, analisa Gama, da CrediHome.

Em 2020, a fintech contratou formalmente quase R$ 1,2 bilhões em crédito imobiliário. O bom andamento das vendas, explica o CEO, se deve a condições mais flexíveis disponibilizadas aos clientes. O uso da tabela Price, que evita surpresas no valor das parcelas, além do IPCA como referência para a indexação são alguns dos exemplos citados pelo executivo. 

 

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