Mercado Livre deve abrir mais de 7.000 vagas para acelerar entregas no Brasil

Até o final do ano, Brasil se tornará o país com o maior número de funcionários da empresa na América Latina

Funcionários trabalham em escritório do Mercado Livre, em São Paulo
Funcionários trabalham em escritório do Mercado Livre, em São Paulo Foto: Divulgação

Tamires Vitorio, do CNN Brasil Business, em São Paulo

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O Mercado Livre, até o fim do ano, terá 16 mil vagas abertas para toda a América Latina, sendo que 7.200 serão somente para o Brasil —o que tornará o país, até o final de 2021, o maior em número de colaboradores da empresa no mundo, batendo a marca de 13 mil. 

A maioria das posições serão para as áreas de tecnologia da informação, finanças, produtos e logística, focando, mais uma vez , em entregas mais rápidas e em melhorar a experiência do usuário.

No começo de março deste ano, a companhia anunciou que iria investir R$ 10 bilhões no Brasil para “marcar a posição em seu principal mercado”. A abertura das vagas, que será gradual, para Patrícia Monteiro, diretora de recursos humanos, reafirmam o compromisso da gigante.   

“O Brasil já representa 55% do mercado da companhia e queremos ampliar nossa rede logística em várias partes do Brasil, bem como fortalecer outras partes do nosso ecossistema. No Brasil, temos uma grande oportunidade de continuar contribuindo e apoiando os usuários”, diz. “Vamos continuar com esse crescimento já sendo o país de maior impacto do Mercado Livre”, conta. 

As vagas, que variam de níveis, também terão requisitos diferentes —para algumas, o inglês será necessário, para outras, não. Todas poderão ser acessadas tanto na página do LinkedIn do Mercado Livre, quanto no site oficial da companhia e também em um site parceiro. 

“Buscamos profissionais e talentos que realmente queiram e tenham, na sua trajetória e na sua forma de trabalhar, duas questões importantes: agilidade de aprendizagem, ou seja, que saiba aprender e desaprender, e pessoas que incorporam a nossa cultura. Temos que correr muitos riscos, criar muita coisa juntos e temos um olhar do nosso funcionário como sendo protagonista para a jornada do Mercado Livre”, afirma.

Atualmente, 35% da operação brasileira trabalha fisicamente, porque “são responsáveis pela logística da companhia”, explica Monteiro. O restante da companhia está trabalhando remotamente. Em outros países, o home office se tornou opcional. O Mercado Livre segue sem previsão de quando voltará totalmente para os escritórios em meio à pandemia do novo coronavírus. 

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