Mercados abrem semana de olho em China, EUA, Alemanha e semana cheia no Brasil

Morning Call, com Priscila Yazbek, destaca o de mais importante na economia mundial e nacional hoje

Priscila Yazbekda CNN

Em São Paulo

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Os mercados abrem nesta segunda-feira (27) ainda de olho na Evergrande, nas eleições na Alemanha e na agenda de indicadores cheia.

Nos Estados Unidos, Nancy Pelosi, líder dos Democratas na Câmara, disse no fim de semana que o pacote de infraestrutura do presidente Joe Biden deve ser votado nesta quinta-feira (30).

O avanço do plano anima, mas índices abrem em queda ainda com cautela sobre a Evergrande e o rumo dos juros nos país.

Na Ásia, as bolsas fecharam em direções mistas. A Evergrande não pagou juros de títulos emitidos em dólares que venciam na semana passada.

As injeções bilionárias do governo chinês ajudam a acalmar o mercado, mas ainda não se sabe se um calote maior vai acontecer e qual seria o nível do contágio.

Além disso, apagões na região Norte da China preocupam investidores sobre uma possível crise energética no país.

Destaque também para as eleições na Alemanha no fim de semana para suceder a chanceler Angela Merkel após 16 anos de governo.

O Partido Social-Democrata, de centro-esquerda, teve ligeira vantagem sobre a União Democrata-Cristã (CDU), partido de Merkel, de centro-direita.

Apesar da perda de espaço de partidos mais pró-mercado, investidores ficaram aliviados com a impossibilidade de uma coalizão totalmente de esquerda, já que os partidos de esquerda tiveram menos de 50% dos votos.

O resultado final pode demorar meses. Enquanto isso, as bolsas europeias operam no positivo, apesar da situação indefinida.

No Brasil, os números do Boletim Focus do Banco Central (BC), divulgado hoje mostram a 25ª elevação seguida na previsão de inflação, que subiu para 8,45%.

Para o ano que vem, o IPCA subiu para 4,12% e o PIB (Produto Interno Bruto) caiu para 1,57%. As projeções para a Selic seguem em 8,25% este ano e 8,5% para o ano que vem.

Semana cheia

A agenda desta semana está cheia. Na terça (28) tem dados de empregos formais do Caged e de contas públicas, que saem na terça e na quarta (29).

O IGP-M e o IPP também saem na quarta. Os índices podem desacelerar com o minério de ferro aliviando a inflação ao produtor, mas a inflação ao consumidor deve continuar pressionada pela energia.

Com os preços preocupando, investidores ficam de olho na ata do Copom, na terça-feira, para ver mais detalhes sobre os rumos da política monetária dos juros.

Na quinta (30), a agenda segue com a Pnad, dados de emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com o relatório trimestral de inflação do BC e, na sexta (1º), balança comercial.

Além dos indicadores, no Congresso, o plenário do Senado pode votar na quarta o novo marco das ferrovias. A reforma administrativa pode ser votada no plenário da Câmara depois de ter passado na comissão especial.

Outro assunto que pode ser pautado no Congresso são os precatórios.

Lá fora, a atenção estará para os discursos de dirigentes de bancos centrais, PMIs, índices de atividade da China e da zona do euro, e o resultado final do PIB do segundo trimestre dos Estados Unidos, além dos dados de inflação.

 

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