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    Mercados começam fevereiro de olho em balanço de empresas e decisão do Copom

    Exxon, Alphabet, PayPal e Starbucks devem divulgar resultados hoje; bolsa brasileira teve crescimento na contramão do exterior

    Priscila Yazbekda CNN

    Em São Paulo

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    Os mercados abrem o mês de fevereiro nesta terça-feira (1º) de olho em balanços de empresas estrangeiras. No cenário doméstico, as atenções se voltam para a reunião do Copom.

    Os futuros americanos tinham leve queda nesta manhã depois da recuperação de ontem, puxada pela acomodação dos juros e resultados positivos de empresas no quarto trimestre. Mas mesmo com a alta de segunda-feira, os índices fecharam com o pior janeiro desde 2008.

    O mercado monitora as conversas entre Antony Blinken, o secretário de Estado dos Estados Unidos, e Sergei Lavrov, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, os dois principais nomes da diplomacia dos países. Depois do tombo das bolsas com a expectativa de alta de juros nos Estados Unidos, a recuperação do mercado depende do alívio das tensões entra Rússia e Otan.

    Na Europa, as bolsas sobem com os PMIs, indicadores de atividade mostrando que a economia acelerou em relação ao mês de dezembro, apesar do avanço da variante Ômicron, e também com bons balanços como o do UBS, que disparou 7% após registrar seu melhor lucro anual desde a crise de 2008.

    Na Ásia, as bolsas estão em alta com os dados positivos no Japão e investidores migrando para mercados de maior risco. Bolsas da Coreia do Sul e da China estão fechadas com feriado.

    Brasil

    O Ibovespa fechou janeiro com a maior alta mensal em um ano. A bolsa descolou das quedas no exterior e subiu 7%, puxada pela rotação de investidores globais de ações de tecnologia para commodities.

    O saldo de investimentos estrangeiros em janeiro ficou positivo em mais de 28 bilhões de reais. A alta dos juros também tem sido fator de atração para estrangeiros. Com a entrada de mais dólares, a moeda americana fechou ontem no menor índice desde setembro, em R$ 5,30.

    Hoje tem início a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Analistas já dão como certa a alta da taxa básica de juros, a Selic, para 10,75%. A grande dúvida fica, portanto, para o que o BC irá sinalizar para a reunião de março.

    Ontem, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que é o Congresso quem deve apresentar a PEC dos combustíveis. O presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), disse que a PEC irá focar no diesel. Se de fato a isenção se restringir ao diesel, a perda de arrecadação deve cair de R$ 70 bilhões para R$ 20 bilhões. A avaliação de analistas é que o mercado pode reagir bem com um subsídio mais modesto – mas não descartam a pressão por mais isenções.

    Vale destacara também que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a venda da Oi para a Claro, Tim e Telefônica. A medida é mais um passo da Oi rumo à saída da recuperação judicial e fez as ações da empresa subirem quase 3%.

    Índices

    O Ibovespa Futuro tem queda de 0,48%, para 112.470 pontos. O Dólar cai 0,30%, cotado a R$ 5,29. O S&P Futuro também tem baixa – a queda é de 0,31%, com 4.502 pontos.

    Agenda do dia

    No Brasil, o índice de confiança empresarial da Fundação Getúlio Vargas (FGV) caiu para o menor nível desde abril. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve desaceleração para 0,49% em janeiro. A reunião do Copom começa hoje e, às 15h, sai a balança comercial.

    No exterior, o destaque fica por conta dos PMIs na Europa e a temporada de balanços nos Estados Unidos, com resultados da Exxon, Alphabet, PayPal e Starbucks.

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