Dólar sobe 0,6% e bolsa cai 1,2%, em dia de dúvidas e realização de lucros

Na véspera, o Ibovespa se reaproximou do 99 mil pontos pela primeira vez desde as quedas de março; nesta seção índice fechou a 97.761 pontos

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gráfico de ações foto-chris-liverani-unsplash

Do CNN Brasil Business, em São Paulo*

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O dólar se alternou entre altas e baixas nesta terça-feira (7) e encerrou o dia em alta de 0,63%, cotado a R$ 5,386 na venda.

O Ibovespa caiu 1,19%, voltando para 97.761,04 pontos, depois de se reaproximar dos 99 mil pontos na véspera pela primeira vez desde as grandes quedas de março.

A realização de lucros e os temores sobre a expansão do novo coronavírus que ainda pairam sobre o otimismo dos investidores influenciaram os movimentos do pregão.

Além disso, entrou para o radar do mercado doméstico a notícia de que Jair Bolsonaro testou positivo para o novo coronavírus – apesar disso, a confirmação do contágiot não teve um forte impacto no comportamento do Ibovespa.

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Dólar

O movimento do dólar seguiu em boa parte o exterior, onde a moeda avançou de forma expressiva ante outras divisas de países emergentes.

Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos, disse que o dólar está sem padrão de comportamento e que a moeda vem oscilando nas últimas semanas de forma “lateralizada”. “A moeda pode continuar oscilando perto de um equilíbrio entre R$ 5,49 e R$ 5,29”, afirmou.

A cotação tem estado “preso” nessa faixa desde meados de junho, quando passou por uma seção de quedas após quase bater os R$ 6 no pior momento de maio.

Na última segunda-feira, a moeda norte-americana subiu apesar de o dia ter sido positivo nos mercados externos, embalados por otimismo com dados na China e nos Estados Unidos.

Bolsas

A bolsa paulista passou por uma sessão de ajustes após um começo de semana forte, seguindo as quedas em Wall Street e das principais praças acionários globais.

Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de mais de 2% e no maior patamar em quatro meses. Na máxima do dia, chegou a bater 99.256,85, para depois perder força.

“O sentimento do mercado permanece positivo e ganhos adicionais parecem prováveis no curto prazo. Os participantes do mercado continuam otimistas de que o pior já passou”, disse o analista Milan Cutkovic, da AxiCorp, em nota aos clientes.

Na visão da equipe da Terra Investimentos, os tão esperados 100 mil pontos deverão ficar para outro dia, dada a agenda fraca, o mercado externo mais negativo e a possibilidade do contágio do presidente pela Covid-19. A última vez em que o Ibovespa fechou acima dos 100 mil pontos foi em 5 de março.

Em Wall Street, os investidores  também aproveitaram o pregão para embolsar os lucros e os principais índices de Wall Street fecharam em queda, um dia depois de o S&P 500 ter registrado sua maior série de ganhos neste ano.

O Dow Jones caiu 1,51%, para 25.890,53 pontos, o S&P 500 perdeu 1,08%, para 3.145,37 pontos, e o Nasdaq caiu 0,86%, para 10.343,89 pontos.

Na zona do euro, índice pan-europeu STOXX 600 teve queda de 0,6%, recuando de uma máxima de quase um mês.

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