Ibovespa fecha em alta de 2,5% puxado por disparada dos bancos; dólar cai

Na véspera, moeda americana valorizou frente ao real mesmo com a expectativa de investidores pela injeção de recursos

Com ameaça do coronavírus, dólar tem renovado recorde nos pregões da Bolsa de São Paulo
Com ameaça do coronavírus, dólar tem renovado recorde nos pregões da Bolsa de São Paulo Foto: Guadalupe Pardo/Reuters (14.10.2015)

Do CNN Brasil Business, em São Paulo

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O Ibovespa voltou ao patamar dos 97 mil pontos nesta quinta-feira (8) com uma forte alta dos bancos. As ações da Petrobras também se recuperaram e puxaram o índice. 

Com isso, o índice acionário fechou a sessão de hoje em alta de 2,5% para 97.919 pontos. 

Sobre os bancos, Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora, diz que “não há uma notícia em específico sobre o setor, mas vale lembrar que os múltiplos estão bem atrativos, como destacado por grandes bancos de investimento no final do mês passado”. 

As ações do Santander (SANB11) dispararam 8,11%, enquanto o Itaú (ITUB4) avançou 6,04% e o Bradesco (BBDC4) teve alta de 5,67%. 

A valorização desses papéis só não foi maior que a observada nas ações do IRB (IRBR3), que dispararam 20,19%. 

O dólar fechou em queda ante o real nesta quinta-feira, influenciado por fluxo estrangeiro e pelo quieto dia de notícias em Brasília, que abriu espaço para algum ajuste na moeda em pregão de amplo apetite por risco no exterior.

O dólar à vista caiu 0,61%, a  R$ 5,5893 na venda, mas não sem antes chegar a subir a R$ 5,6478 (+0,43%) durante a manhã. Na última hora de negócios a cotação bateu a mínima do dia, de R$ 5,577 (-0,83%).

Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu o mercado e disse que as negociações para aprovação de um pacote de estímulos à economia do país foram retomadas. 

Apesar de dados piores do que o esperado sobre os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, as bolsas norte-americanas fecharam em alta. 

No cenário nacional, uma notícia positiva: as vendas do comércio varejista engataram o rumo para a recuperação, após as duras quedas provocadas pelo isolamento social. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (08) pelo IBGE, o setor cresceu 3,4% em agosto, na comparação com julho, a quarta alta mensal seguida.

Bolsas internacionais 

Em Wall Street, os índices acionários subiram. O S&P 500 avançou 0,8%, o Dow Jones teve alta de 0,43% e o Nasdaq cresceu 0,42%. 

As ações europeias atingiram uma máxima em quase três semanas nesta quinta-feira, com os investidores globais depositando esperanças em mais estímulos dos Estados Unidos, mesmo diante do aumento de casos de coronavírus em todo o continente.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,75%, a 1.425 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,78%, a 368 pontos.

Enquanto isso, as ações japonesas fecharam em alta acompanhando a véspera da bolsa americana. O Nikkei subiu 0,96% para 23.647,07, pairando perto de níveis atingidos em 20 de fevereiro. Houve 134 avanços no índice contra 84 perdas.

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