Ibovespa fecha dia em queda, mas engata 3ª semana de altas; dólar sobe

A semana do mercado financeiro termina como começou: com as atenções voltadas para as negociações de um pacote de estímulos à economia dos Estados Unidos

Notas de real e dólar
Notas de real e dólar Foto: Reuters/Ricardo Moraes

Do CNN Brasil Business, em São Paulo

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A semana do mercado financeiro termina como começou: com as atenções voltadas para as negociações de um pacote de estímulos à economia dos Estados Unidos. O que não ocorreu.

Ontem, a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, até disse que as conversas têm avançado, mas não disse quando o pacote pode ser aprovado, nem se isso deve acontecer antes da eleição presidencial no país. 

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De olho no movimento, o dólar abriu a sessão em queda, mas logo trocou de sinal. A moeda norte-americana fechou em alta de 0,60%, para R$ 5,6282. Na semana, a cotação recuou 0,24%. A moeda ganha 0,17% em outubro e dispara 40,25% em 2020.

Na bolsa, os bancos tiveram, mais uma vez, bom desempenho, mas isto não foi suficiente para que o Ibovespa opere em alta. A bolsa até abriu o pregão em alta, mas passou a cair depois da abertura dos mercados de Wall Street, que recuavam no início da tarde. 

O Ibovespa fechou em queda de 0,65% para 101.259 pontos. O índice chegou aos 102 mil pontos mais cedo. Na semana, porém, acumulou elevação de 3%, somando sua terceira seguida de altas. O volume financeiro diário somava R$ 21 bilhões.

Destaque para as ações do banco, que abriram em forte alta, mas logo perderam força. O Santander (SANB11), subiu 1%, depois de liderar os ganhos do Ibovespa com alta que era de 3,5%. O Brasdesco (BBDC4) recuou 0,2% e o Itaú (ITUB4) cedeu 1,2%. 

O Santander Brasil abre a temporada de balanços do setor na terça-feira (27), seguido por Bradesco no dia seguinte. Itaú Unibanco apresenta resultados em 3 de novembro e Banco do Brasil em 5 de novembro. Os números do BTG Pactual são esperados para 10 de novembro.

As outras ações de maior peso no Ibovespa tiveram desempenho mais tímido desde o início da sessão. A Petrobras caiu 1,5% nas ações ordinárias (PETR3) e 0,5% nas ações preferenciais (PETR4). A Vale subiu (VALE3) 0,55% depois de abrir o pregão em queda.

O calendário de resultados, que ganha fôlego na próxima semana, inclui ainda nomes como Klabin, Cielo, Gerdau, GPA, Ambev, Telefônica Brasil, Lojas Americanas e B2W, Suzano e Usiminas.

Fora do Ibovespa, as ações da Arezzo (ARZZ3) dispararam mais de 16% depois que a emrpesa anunciou a compra da Reserva

Para o estrategista Gustavo Cruz, da RB Investimentos, é normal após vários dias positivos que o investidor adote um pouco de cautela antes do fim de semana e aproveite para colocar um pouco de lucro no bolso.

“É de se esperar que o investidor aproveite que (o Ibovespa) passou a barreira psicológica dos 100 mil pontos e fique mais na defensiva”, afirmou, acrescentando que os indicadores econômicos no Brasil também não foram tão bons nesta sessão.

No Brasil, o mercado repercute o resultado do IPCA-15 de outubro, que avançou a 0,94%, a maior taxa para o mês desde 1995. O indicador é considerado uma prévia da inflação oficial do país. 

As discussões sobre a política fiscal do país continuam a atrair atenção dos investidores. Em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal Valor Econômico, o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, defendeu o uso de valores parados em fundos federais para financiar ações de combate à pandemia. 

Lá fora

Os índices S&P 500 e o Nasdaq encerraram em modesta alta a volátil sessão, com investidores de olho nas negociações sobre um pacote de estímulo nos Estados Unidos que aliviaria o choque econômico causado pela pandemia do coronavírus.

O Dow Jones terminou o pregão em baixa, oscilando ao longo do dia em intervalos estreitos. Segundo dados preliminares, o Dow Jones teve variação negativa de 0,09%, aos 28.337,67 pontos, o S&P 500 ganhou 0,35%, para 3.465,64 pontos, e o Nasdaq valorizou-se 0,37%, aos 11.548,28 pontos.

As bolsas europeias também subiram, impulsionadas por notícias de balanços positivos do Barclays e um salto na Airbus, mas preocupações persistentes sobre o impacto econômico dos casos de Covid-19 crescentes fizeram os mercados registrarem sua maior queda semanal em um mês.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,67%, a 1.403 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,62%, a 363 pontos, quebrando uma série de altas de quatro dias. O índice britânico FTSE 100 liderou os ganhos depois de um salto de 7% no Barclays devido a fortes resultados.

Já os índices asiáticos fecharam o dia sem direção única, com investidores ainda na expectativa de que haja um novo acordo fiscal nos EUA, para lidar com os impactos da pandemia do novo coronavírus, e monitorando desdobramentos da nova onda de infecções pela Covid-19.

O índice acionário japonês Nikkei subiu 0,18% em Tóquio hoje, a 23.516,59 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,24% em Seul, a 2.360,81 pontos, e o Hang Seng teve alta de 0,54% em Hong Kong, a 24.918,78 pontos.

Por outro lado, os mercados chineses se enfraqueceram, influenciados em parte por ações do setor médico. O Xangai Composto recuou 1,04%, a 3.278,00 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,90%, a 2.200,56 pontos. Em Taiwan, o pregão também foi negativo, com modesta queda de 0,14% do Taiex, a 12.898,82 pontos.

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