Dólar fecha em queda e Ibovespa fica estável com CPI e reforma tributária

As companhias que pagam muitos juros sobre o capital próprio, como bancos e empresas de telecomunicações, seriam as que mais sofreriam, escreveu equipe do BTG

Foto: CNN

Matheus Prado, Tamires Vitorio,

do CNN Brasil Business, em São Paulo*

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Nesta segunda-feira (28), o dólar fechou em queda de 0,22%, a R$ 4,9229 com a reforma tributária e a CPI da Covid-19 no radar. Já o Ibovespa, com a recuperação das ações da Ambev contrabalançando o declínio dos papéis da Vale e de bancos, ficou estável, subindo 0,14%, revertendo as perdas que marcaram o dia, a 127.429 pontos.

Os investidores ainda estão cautelosos e digerindo a segunda etapa da reforma, evitando grandes movimentações à espera de dados de emprego nos Estados Unidos nesta semana.

No Boletim Focus, as expectativas para a inflação de 2021 continuam avançando. Na 12ª semana consecutiva de alta, a mediana da projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançou os 5,97%. 

As perspectivas do mercado financeiro para a atividade econômica deste ano também têm melhorado cada vez mais. A projeção alcançou alta de 5,05% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2021, contra 5% da última semana.

Globalmente, investidores seguem de olho no Fed e em possíveis indícios de mudança na política monetária dos EUA. Na sexta-feira (2), haverá divulgação relatório de emprego dos EUA, o chamado “payroll”, que tem influência decisiva nos rumos da política monetária do BC americano.

Lá fora

Os índices S&P 500 e Nasdaq atingiram máximas recordes logo após a abertura desta segunda-feira (28), com as ações de crescimento relacionadas à tecnologia em alta, enquanto os investidores aguardam a divulgação de dados sobre a saúde da recuperação do mercado de trabalho dos Estados Unidos e balanços corporativos desta semana.

O Dow Jones tinha variação negativa de 0,02%, a 34.428 pontos. O S&P 500 subia 0,10%, a 4.284,9 pontos, enquanto o Nasdaq ganhava 0,40%, a 14.417,811 pontos.

As principais bolsas asiáticas fecharam em baixa marginal numa semana que começa sem catalisadores e na expectativa para dados macroeconômicos a ser divulgados no continente e nos EUA.

O índice acionário japonês Nikkei teve leve perda de 0,06% em Tóquio hoje, a 29.048,02 pontos, enquanto o chinês Xangai Composto recuou 0,03%, a 3.606,37 pontos, o Hang Seng caiu 0,07% em Hong Kong, a 29.268,30 pontos, após um pregão encurtado por um alerta de tempestade, e o sul-coreano Kospi cedeu 0,03% em Seul, a 3.301,89 pontos.

Em outras partes da Ásia, o também chinês e menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,88%, a 2.463,66 pontos, e o Taiex avançou 0,50% em Taiwan, a 17.590,97 pontos.

Dados do fim de semana mostraram que o lucro de grandes empresas industriais da China teve expansão anual de 36,4% em maio. Apesar de positivo, o resultado mostrou forte desaceleração em relação a abril, quando o ganho anual foi de 57%.

Nos próximos dias, investidores vão ficar atentos a índices de atividade (PMIs) manufatureira da China e do Japão.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável nesta segunda, com baixa de 0,01% do S&P/ASX 200, a 7.307.30 pontos, num momento de endurecimento de medidas de restrição no país em função de um novo surto de Covid-19.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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