Mercados operam em clima positivo à espera de decisão sobre juros nos EUA

Decisão do Banco Central americano sobre alta dos juros será divulgada às 16h, horário de Brasília

Priscila Yazbekda CNN

Em São Paulo

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Os mercados operam nesta quarta-feira (26) de olho na reunião do Banco Central americano e nos dados de inflação no Brasil.

Durante a manhã, o Ibovespa futuro registrava alta de 1,15%, seguindo o alívio no exterior, com o S&P 500 Futuro subindo 1,39%. O dólar caía 0,21%, a R$ 5,42.

No Brasil, destaque para a prévia da inflação, o IPCA-15, que subiu 0,58% em janeiro, acima do esperado pelo mercado. Dos 9 grupos pesquisados, só os transportes caíram, devido a queda no preço das gasolinas e das passagens aéreas.

Com efeito da estiagem na região sul, os alimentos tiveram maior impacto no IPCA-15. O IPC-FIPE e INCC também foram divulgados e vieram acima das expectativas.

Ontem saíram dados de arrecadação de 2021, que ficou em R$ 1,87 trilhão, o recorde da série histórica que começou em 1995.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aprovou o convite para iniciar o processo de inclusão do Brasil no grupo. No entanto, é um passo preliminar e o Brasil ainda precisa atender diversas contrapartidas, como avançar no combate ao desmatamento. O ministro Paulo Guedes disse que o governo se comprometeu em acabar com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) até 2029.

Exterior

Os futuros da bolsa americana sobem pela manhã. Essa alta, depois das baixas dos últimos dias, acontece diante da percepção de que o cenário de aumento dos juros já prejudicou os índices o suficiente e “está precificado”.

A decisão do Banco Central americano será divulgada às 16h, horário de Brasília. A expectativa é que o BC americano mantenha os juros próximos de zero, mas indique que deve aumentar a taxa em março, reforçando o foco no combate à inflação e que está deixando de lado, por enquanto, os riscos da variante Ômicron e os temores de uma invasão russa à Ucrânia.

O Federal Reserve (Fed) também deve dar mais sinais sobre o ritmo de retirada dos estímulos da economia, que deve começar em março, ressaltando que a medida também deve ajudar a segurar a inflação, que está no maior patamar em quatro décadas.

O mercado segue monitorando também a tensão na Ucrânia. O ministro de relações exteriores russo disse que a Rússia vai ser obrigada a agir, se o ocidente não endereçar suas questões de segurança.

Na Europa, bolsas sobem seguindo as correções dos futuros americanos. Na Ásia, bolsas fecharam mistas, com cautela em Nova York pesando negativamente, e estímulos na China pesando positivamente.

Agenda do Dia

Além da divulgação do IPCA-15, saem os resultados das contas externas, o relatório mensal da dívida publica e fluxo cambial.

Na China tem o resultado do lucro das indústrias. Nos Estados unidos, além da Reunião do Fed, tem dados sobre a venda de casas nova, estoques de petróleo e a temporada de balanços segue, com Boeing, Tesla e Intel como destaques.

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