Micro e pequenas empresas têm que ter alternativa ao Pronampe, diz secretário

Adolfo Sachsida, de Política Econômica, diz que, se Pronampe não funcionar, outro programa terá que vir no lugar dada a urgência econômica desse segmento

Prédio do Ministério da Economia em Brasília (DF) 
03/01/2019
REUTERS/Adriano Machado
Prédio do Ministério da Economia em Brasília (DF) 03/01/2019 REUTERS/Adriano Machado Foto: Adriano Machado/Reuters

Do CNN Brasil Business*, em São Paulo

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O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, afirmou nesta segunda-feira (18) que, caso o programa de crédito para micro e pequenas empresas não funcione, “com certeza absoluta” outro programa terá que vir no lugar dada a urgência em atender esse público.

“Realmente boa parte delas (micro e pequenas empresas) está sendo obrigada a passar dois, três meses fechada. Se nós não enviarmos crédito agora, na hora que chegar o momento da retomada o que vai acontecer? Não tem nem empresa nem emprego”, disse.

Ao participar de live promovida pela Nova Futura Investimentos, Sachsida disse que o Pronampe deve sair nesta semana.

O programa, que já foi aprovado pelo Congresso, ainda não foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele prevê um aporte de R$ 15,9 bilhões do Tesouro no Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil. Com isso, as primeiras perdas com inadimplência serão cobertas pela União até um determinado limite, possibilitando a concessão de empréstimos a juros mais baixos.

Sachsida voltou a dizer que, dentre as prioridades para a retomada, está a revisão de programas sociais, já que o país sairá da crise com um grande contingente de pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Brasil tem característica de vários (programas sociais) que não têm tido sucesso, vamos rediscuti-los e focar onde eles realmente dão resultado”, disse.

Completam a lista de prioridades a implementação de políticas de emprego mais eficientes, uma nova lei de falências e adoção de estruturas aprimoradas no mercado de crédito, mercado de capitais e mercado de garantias.

*Com informações da Reuters 

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