Molica: Por PEC dos Precatórios, governo muda de ideia sobre desoneração da folha

No quadro Liberdade de Opinião, jornalista Fernando Molica analisou anúncio do governo sobre prorrogar desoneração da folha de pagamento por mais dois anos

Da CNN

Em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (12), o jornalista Fernando Molica analisou a prorrogação da desoneração da folha de pagamento por mais dois anos concedida pelo governo federal. No Congresso, já está sendo analisada a extensão dessa medida até 2026.

Após o anúncio do presidente Jair Bolsonaro sobre a desoneração, empresários que participaram com ele da reunião no Palácio do Planalto planejam uma mobilização no Senado pela aprovação da PEC dos Precatórios.

“O governo era contra dessa decisão até o fim de outubro e articulava o Congresso Nacional para barrar a prorrogação dessa desoneração”, disse Molica.

“O que fez o presidente mudar de ideia? O desemprego; popularidade baixa; dificuldades no setor empresarial, que, de modo geral, apoiou Jair Bolsonaro. Tem a possível candidatura de Sergio Moro e tem a dificuldade de aprovar a PEC dos Precatórios”, completou.

“Essa desoneração começou no governo Dilma. Não eram 17 setores, eram 56. Os empresários desses setores, ao invés de contribuir com 20% sob a folha de pagamento para Previdência, pagam de 1% a 4% do seu faturamento bruto. É uma troca e pagam muito menos — porém, isso dá um prejuízo anual de R$ 8 bilhões”, continuou o jornalista.

“O emprego no Brasil é muito caro. O empresário paga muito para contratar um empregado e isso gera outras formas de contratações. Seria sim necessária uma medida para diminuir o custo do emprego, mas seria melhor se fosse uma maneira geral, mais ampla, para beneficiar empresas de um modo geral. Quando se trabalha setorizado, se cria um subsídio, que, depois, é muito difícil tirar”, afirmou.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Ricardo Baronovsky. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

Fernando Molica no quadro Liberdade de Opinião / CNN Brasil (12.nov.2021)

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

(Publicado por: André Rigue)

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