Monitor da FGV mostra alta de 0,6% no PIB em fevereiro; serviços puxam economia

De acordo com a Fundação, a economia brasileira foi puxada principalmente pela retomada do setor de serviços, o mais afetado pelas restrições causadas pela pandemia da Covid-19

Acumulado no primeiro bimestre desse ano foi de R$ 1,3 bilhões
Acumulado no primeiro bimestre desse ano foi de R$ 1,3 bilhões Foto: Bruno Domingos/Reuters

Elis Barretoda CNN

Rio de Janeiro

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O Produto Interno Bruto do Brasil aumentou 0,6% em fevereiro deste ano, na comparação com o mês anterior, segundo o Monitor do PIB, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

De acordo com a Fundação, a economia brasileira foi puxada principalmente pela retomada do setor de serviços, o mais afetado pelas restrições causadas pela pandemia da Covid-19.

Os dados da FGV do crescimento econômico do país já levam em consideração as altas sazonais da economia, causada por exemplo por festas de fim de ano, férias e Carnaval.

Em números absolutos, o acumulado do PIB nos dois primeiros meses de 2022, em valores correntes, foi de R$ 1,3 trilhões.

O economista Claudio Considera, coordenador de Coordenador do Núcleo de Contas Nacionais da pesquisa da FGV, explica que os principais estabelecimentos do setor de serviços dependem da interação entre pessoas, que foi impossibilitado por conta da pandemia.

Mas com o avanço da vacinação, o setor tem sido o destaque na retomada econômica.

“Os serviços estão crescendo muito em relação ao ano passado, as pessoas não se sentiam seguras. Hotelaria, viagem de avião, tudo isso ficou massacrado. O comércio é que ainda não reagiu, por conta da alta de preços e das taxas de juros”, aponta o economista.

De acordo com a FGV, o comércio de bens não duráveis, como alimentos e combustível, foi a única categoria que apresentou alta, com crescimento de 2,5% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os bens duráveis, como automóveis e eletrodomésticos, apresentaram uma forte queda de -8,6%. O economista Claudio Considera destaca que esse recuo se deve a alta inflação, que força o aumento dos juros e causa a perda do poder de compra das famílias.

As exportações, puxadas pela indústria agropecuária, apresentaram alta de 12,5% no trimestre móvel terminado em fevereiro, que compreende os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já as importações caíram 2,1% neste trimestre móvel, frente ao mesmo trimestre de 2021. Segundo a FGV, o responsável pela queda foram os bens de capital (20,1%), como maquinário, e bens intermediários (5,7%). Além deles, a importação de produtos agropecuários também recuou -17,8%.

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