Mulheres ganharam quase 30% menos que os homens em 2019, revela PNAD

Brasil contou com 92,5 milhões de pessoas ocupadas em 2019. Mais da metade da população em idade de trabalhar era formada por mulheres

Mulheres trabalhando em um escritório de coworking
Mulheres trabalhando em um escritório de coworking Foto: CoWomen/Unsplash

do CNN Brasil Business, em São Paulo

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O rendimento mensal das mulheres em 2019 foi 28,7% menor que o dos homens. É o que mostra o módulo Rendimento de Todas as Fontes, da PNAD, divulgado nesta quarta-feira (06) pelo IBGE. Segundo o levantamento, enquanto eles receberam R$ 2.555, acima da média nacional de R$ 2.308 para todos os trabalhos, elas ganharam R$ 1.985.

Outro ponto observado pela pesquisa é que, em todas as grandes regiões do país, a participação masculina na população ocupada foi superior à feminina. O maior ponto de desigualdade entre as ocupações dos postos de trabalho está na região Norte, onde as mulheres ocupam apenas 38,7% dos postos.

Já as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste registraram uma maior ocupação feminina, com 44,5%, 43,8% e 43,3%, respectivamente. No nordeste, o IBGE observou o maior avanço percentual de mulheres trabalhando desde o início da série histórica, em 2012, com 41,8% da população feminina ocupada. 

Ainda segundo a instituição, o Brasil contou com 92,5 milhões de pessoas ocupadas em 2019 – com 14 anos ou mais. O número representa uma alta de 2,6% em relação à 2018. Mais da metade da população em idade de trabalhar era formada por mulheres, com 52,4%. Por outro lado, os homens representavam 56,8% da parcela da população que efetivamente trabalhava, já que parte das mulheres não podem desempenhar um papel no mecado de trabalho por falta de creche para deixar os filhos.

 

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