“Não existe mágica” que permita controlar preço dos combustíveis, diz economista

Em entrevista à CNN, professora de Economia do Insper Juliana Inhasz falou sobre as reações do mercado financeiro à troca de comando na Petrobras

Da CNN, em São Paulo

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A reação do mercado financeiro à troca na presidência da Petrobras, anunciada na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas que ainda precisa ser validada pelo conselho administrativo da empresa, já era esperada pelos especialistas. A avaliação é da professora de Economia do Insper Juliana Inhasz.

Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (22), Juliana afirmou que o país não pode “se blindar” da realidade das flutuações do mercado internacional de petróleo.

“O novo presidente da Petrobas, se for confirmado, não vai poder se blindar do fato de que hoje temos taxa de câmbio e custo do petróleo mais altos”, disse. “Vamos continuar sofrendo esse tipo de pressão, não existe muita mágica. Se nosso caminho é uma economia fiscalmente responsável, que a gente não fique fazendo cortes, infelizmente vamos ter que continuar encarando a realidade”, avaliou Juliana.

A economista afirmou que é evidente a interferência do governo federal na estatal e isso não é bem visto pelos investidores, que também temem mudanças em empresas brasileiras de energia elétrica.

“[Essas medidas acabam] mudando a expectativa do mercado para esse governo, que, em tese, é mais liberal e deixa o mercado se ajustar. Mas, agora, dentro de uma situação de pressão maior, começa a ceder. Sem dúvida, isso deixa os investidores bastante desconfortáveis”, detalhou.

Barris de petróleo
Foto: Instagram/ Reprodução

(Publicado por Maria Carolina Abe)

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