Não muda muito no mercado, diz presidente do Sincopetro sobre decreto do etanol

Regulamentação de MP permite que postos de combustíveis comprem etanol direto dos produtores

Da CNN

em São Paulo

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Em entrevista à CNN, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Gouveia, afirmou que o decreto que autoriza os postos de combustíveis a comprarem etanol direto dos produtores “não muda muita coisa no mercado”.

“Tiram a distribuidora, mas tem a entrega do produto e os impostos que a usina vai ter que recolher no lugar”, disse Gouveia. “Para o posto de gasolina vai valer a pena quando estiver muito próximo da usina. Se estiver afastado, terá o mesmo problema que tem hoje.”

O governo federal acredita que vender o etanol direto da usina para o posto consegue reduzir o preço da transação e, portanto, diminuir o valor do etanol no abastecimento.

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, atribuiu em discussão com a Câmara dos Deputados nesta terça-feira (14) parte da alta dos preços dos combustíveis a impostos estaduais e federais. O presidente do Sincopetro tampouco colocou a responsabilidade nos postos.

“A conta está subindo antes do posto. Alguns podem até subir acima do que deveria, mas a grande maioria dos donos disputa um mercado que está muito difícil”, disse Gouveia.

Além disso, ele reforçou que com a nova medida a fiscalização dos produtos ficará ainda mais difícil. “Cada usina tem o seu tipo de destilação do produto”, explicou. “Quando isso chegava em uma distribuidora, os produtos eram equilibrados para que o consumidor o recebesse sempre com a mesma qualidade. Isso hoje já não vai acontecer mais.”

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