‘Não precisamos derrubar o país antes das eleições’, diz Guedes

Na avaliação do ministro, é preciso focar os esforços no combate à pandemia e na recuperação econômica

Paulo Guedes, ministro da Economia, está no governo desde a primeira formação dos ministérios
Paulo Guedes, ministro da Economia, está no governo desde a primeira formação dos ministérios Edu Andrade/Acom/Ministério da Economia

Anna Russido CNN Brasil Business

em Brasília

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender uma trégua dos excessos cometidos por atores políticos em meio a uma tensão entre os três Poderes da República. Na avaliação dele, é preciso focar os esforços no combate à pandemia e na recuperação econômica e esperar o início da corrida eleitoral para uma “guerra de poderes contra poderes”.

“É um acerto de contas antes da hora marcada. As eleições estão chegando, mas não precisamos derrubar o país antes das eleições”, disse durante participação virtual em audiência da Comissão Temporária de Covid-19 do Senado nesta quinta-feira (26).

“Tem toda uma agenda de bem-estar da população brasileira que tem que andar. Se ficarmos em guerra, poderes contra poderes, fazendo apurações antes de acabar o combate à pandemia. Isso gera uma certa dissipação de esforços”, completou.

Ainda assim, o ministro defendeu que o barulho político faz parte do avanço da democracia e que a reação de instituições em relação ao excesso de alguns atores pode ser considerado um “aperfeiçoamento”.

Por outro lado, Guedes também admitiu que a guerra política é um dos fatores que piora a pressão sobre preços de combustíveis, além da alta de commodities e dos impostos estaduais.

“Na raiz do problema de combustíveis está a alta dos preços internacionais (commodities). Depois, a própria guerra política interna, antecipação da campanha. Isso mantém o dólar sob pressão e é o segundo fator de alta dos combustíveis”, explicou.

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