Nasdaq quer obrigar empresa a adotar e divulgar regra de diversidade em conselhos

As novas regras exigiriam que as empresas tivessem ao menos uma diretora que se identifique como mulher e um diretor ou diretora LGBTQ+

Mulheres no topo: Nasdaq espera gerar um "impacto positivo na comunidade global"
Mulheres no topo: Nasdaq espera gerar um "impacto positivo na comunidade global" espera gerar um "impacto positivo na comunidade global"

Eduardo Gayer, do Estadão Conteúdo

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A bolsa de valores Nasdaq apresentou nesta terça-feira (1), à SEC, a “CVM americana”, proposta que obriga empresas listadas a adotar e divulgar medidas de ampliação da diversidade em seus conselhos de administração.

Se aprovadas pela SEC, as novas regras exigiriam que as empresas listadas na Nasdaq tivessem ao menos uma diretora que se identifique como mulher e um diretor ou diretora LGBTQ+. Empresas menores e estrangeiras teriam flexibilidade adicional para atender aos requisitos.

O objetivo da proposta, defende a Nasdaq em nota, é fornecer à sociedade uma melhor composição do conselho das empresas e aumentar a confiança dos investidores de que todas as companhias listadas consideram a diversidade no momento de selecionar diretores. A bolsa americana explica que há “dezenas de estudos” que associam melhor desempenho financeiro e governança diversa e, com sua iniciativa, espera gerar um “impacto positivo na comunidade global”.

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“A ideia é promover o crescimento inclusivo e a prosperidade para impulsionar economias mais fortes”, diz Adena Friedman, CEO da Nasdaq . “Esta proposta dá às empresas a oportunidade de progredir, no sentido de aumentar a representação de mulheres, minorias sub-representadas e da comunidade LGBTQ + em seus conselhos”, completa Nelson Griggs , presidente da Nasdaq Stock Exchange.

O prazo para atender às expectativas mínimas de composição seria baseado no nível de listagem da empresa.

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