Negociações entre montadoras, BNDES e bancos chegam a um impasse

Os bancos querem que, se houver inadimplência das filiais brasileiras, as matrizes no exterior assumam o pagamento. As montadoras não concordam.

Raquel Landimda CNN

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As negociações entre as montadoras, o BNDES e os bancos privados para um pacote de apoio por causa da pandemia do novo coronavírus chegaram a um impasse.

Segundo uma fonte ouvida pelo CNN Business, o formato do pacote é um empréstimo de pelo menos R$ 40 bilhões, mas não há acordo sobre as garantias.

Os bancos querem que, se houver inadimplência das filiais brasileiras, as matrizes no exterior assumam o pagamento. As montadoras não concordam.

As empresas propõem oferecer em garantia os créditos tributários que possuem junto ao governo federal. Esses créditos somam bilhões de reais, mas não se sabe quando ou se serão pagos.

As condições hoje sobre a mesa incluem um empréstimo de R$ 40 bilhões nos primeiros três meses, que eventualmente chegaria a R$ 90 bilhões se a crise se estender.

O dinheiro seria utilizado para apoiar todo o setor, incluindo fabricante de autopeças e concessionárias. O prazo em discussão para o pagamento é de seis meses.

O setor automotivo não é o primeiro a enfrentar um impasse nas conversas com BNDES e bancos privados. As empresas aéreas também não conseguiram fechar o pacote.

No caso de Latam, Gol e Azul, a dúvida é sobre o tamanho de eventual participação do BNDES e dos bancos no capital das companhias – essa cláusula não existe no pacote das montadoras.

BNDES e bancos privados estão discutindo pacotes de apoio para as grandes empresas dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. São eles: aéreo, automotivo, energia, varejo não alimentício, hospitais, etanol e bens de capital.

A expectativa do governo é que os empréstimos comecem a ser liberados a partir de maio. As empresas e os bancos não comentam negociações em andamento.

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