Nokia anuncia plano de corte de até 700 milhões de euros e 10 mil empregados

A estimativa é que cerca de 50% dos cortes ocorram ainda em 2021, 15% em 2022 e 35% em 2023

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Nokia Foto: REUTERS/Benoit Tessier

Por Circe Bonatelli, do Estadão Conteúdo

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A finlandesa Nokia anunciou nesta terça-feira (15) um plano global de reestruturação com o objetivo de atingir 600 a 700 milhões de euros em redução de despesas até o fim de 2023. Desse total, a estimativa é que cerca de 50% dos cortes ocorram ainda em 2021, 15% em 2022 e 35% em 2023.

A iniciativa envolverá a demissão de 5 mil a 10 mil funcionários em um período de 18 a 24 meses. Com isso, o grupo passará de 90 mil para 85 mil a 80 mil colaboradores. O grupo informou em comunicado que a economia é necessária para compensar o aumento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, com foco em redes 5G, serviços em nuvem, infraestrutura digital e tecnologia da informação.

Desde o ano passado, a Nokia fez um redesenho das suas operações, separando as atividades em áreas onde passou a perseguir a posição de liderança. No 5G, por exemplo, ela disputa o mercado com Ericsson e Huawei.

“Cada grupo de negócios terá como objetivo a liderança em tecnologia. Nas áreas em que escolhermos competir, jogaremos para vencer. Portanto, estamos aprimorando a qualidade do produto e a competitividade de custos, e investindo nas habilidades e capacidades certas”, afirmou o CEO da companhia, Pekka Lundmark. Em relação ao corte de empregos, Lundmark afirmou que vai trabalhar para que “todos os afetados tenham suporte nesse processo”, e explicou que precisa reorganizar a companhia para preservar um desempenho sustentável de longo prazo. O comunicado não detalha como o corte de despesas afeta as operações da Nokia no Brasil. O grupo tem 14 escritórios espalhados pela América Latina, com cerca de 4,1 mil funcionários. Por aqui, há também dois centros de tecnologia.

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