Novos gastos com a pandemia não precisam ficar dentro do teto, diz Guedes

"Podemos fazer, sempre com limite definido e sempre seguindo as regras do jogo", explicou o ministro

O ministro da Economia, Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília

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Em meio a controvérsias sobre o Orçamento aprovado na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que os novos gastos com o combate à pandemia podem ficar fora do teto de gastos. 

“Não quer dizer que tem que ficar, estritamente, dentro do teto o que for relacionado à Covid, mas tem que ter valor definido, tem que ter propósito específico e ser extraordinariamente. Não são gastos recorrentes”, disse durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (30). 

Segundo o ministro, há espaço para atuação do governo naquilo diretamente relacionado com Covid-19 e com saúde e/ou medidas para atenuar os impactos trazidos pela pandemia. No entanto, ele reforçou que as ações têm que ser limitados a um valor prévio. “Podemos fazer, sempre com limite definido e sempre seguindo as regras do jogo”, explicou. 

Assim, Guedes defendeu que os acordos políticos sejam construídos de maneira a caberem nas regras fiscais. “Nosso apelo final é justamente para que os acordos políticos caibam nos orçamentos públicos”, ressaltou. 

Aprovado na última semana, o Orçamento de 2021 trouxe o que o ministro chamou de “maquiagem”, que aumentou o volume destinado às emendas parlamentares

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