Nuvem: Pentágono desfaz acordo de US$ 10 bi com Microsoft; Amazon volta ao páreo

O governo dos EUA disse que pode entrar em contato com outros provedores de nuvem, como Oracle e Alphabet, se eles também atenderem aos padrões necessários

Logo da unidade de serviços em web da Amazon
Logo da unidade de serviços em web da Amazon Foto: Chris Helgren/ Reuters

Da Reuters

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O Departamento de Defesa dos EUA cancelou seu projeto de computação em nuvem, batizado de JEDI e avaliado em US$ 10 bilhões, nesta terça-feira (6). Com isso, o projeto foi retirado das mãos da Microsoft e reestruturado, colocando a rival Amazon no páreo novamente.

Inicialmente, o Pentágono afirmou que Amazon e Microsoft são as únicas empresas que podem atender aos requisitos do departamento, mas observou mais tarde em uma coletiva de imprensa que entrarão em contato com outros provedores de nuvem se eles também atenderem aos padrões do governo.

Outras empresas de nuvem importantes incluem Oracle, Alphabet e IBM. As ações da Microsoft caíram um pouco mais de 1% após a notícia, enquanto as ações da Amazon subiram mais de 3%.

O contrato agora cancelado da Joint Enterprise Defense Infrastructure Cloud (JEDI) foi orçado em até US$ 10 bilhões e fazia parte de uma modernização digital mais ampla do Pentágono com o objetivo de torná-lo mais ágil tecnologicamente.

“Ainda não temos uma estimativa, mas eu não me agarraria à cifra de US$ 10 bilhões”, disse John Sherman, diretor de informática do Departamento de Defesa.

A Microsoft disse em um comunicado que a empresa está confiante de que “continuará tendo sucesso, já que a Defesa norte-americana irá selecionar parceiros para novos trabalhos”. Sherman disse que a Microsoft poderia apresentar uma oferta de rescisão para recuperar os custos do projeto descartado.

O contrato JEDI foi concedido à Microsoft em 2019, mas a Amazon rapidamente entrou com uma ação judicial para contestar. A Amazon, que era vista como uma das principais candidatas a vencer o projeto, argumentou que o processo do contrato refletia a influência indevida do ex-presidente Donald Trump.

Enquanto presidente, Trump ridicularizou publicamente o então CEO da Amazon, Jeff Bezos, e criticou repetidamente a empresa. Em abril, um juiz do Tribunal Federal de Reclamações dos Estados Unidos viu mérito nas reclamações da Amazon.

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