Oferta de voos domésticos só deve retomar ao nível pré-pandemia no ano que vem

Em junho deste ano, demanda por voos nacionais cresceu 19,2%, mas ainda é 31% menor que em 2019

Mylena Guedes,

Da CNN Brasil, no Rio*

Ouvir notícia

A oferta de voos domésticos só deve retornar aos níveis pré-pandemia no primeiro trimestre de 2022, segundo estimativa da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear). Já em relação a ofertas internacionais, a retomada deverá ser ainda mais lenta, entre 2023 e 2024, obedecendo à abertura de fronteiras aos brasileiros.  

À CNN, a associação lembrou que o crescimento das ofertas de voos depende da procura dos viajantes. Em junho deste ano, a demanda por voos domésticos teve alta de 19,2% e os internacionais de 25,2%, de acordo com os últimos dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).   

Apesar da recuperação registrada, que está relacionada ao avanço da vacinação, a demanda dos passageiros ainda é 31% menor do que no mesmo período de 2019, quando não existia pandemia. 

No mercado internacional, considerando restrições a viagens de turismo, os indicadores seguem com retração elevada. A demanda foi 85% menor do que o registrado em 2019, com queda de 67% nas ofertas das companhias aéreas.  

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Operadoras de Turismo (Braztoa), divulgada pela CNN na semana passada, mostra que a pandemia mudou o perfil dos viajantes brasileiros, com pessoas a partir dos 30 anos tendo mais cautela ao comprar um pacote e jovens se sentindo mais seguros para realizar os sonhos de viagens no momento.  

No primeiro semestre deste ano, os destinos mais procurados foram as cidades da região Nordeste, seguida pela região Sul. Entre as cidades mais buscadas estão Porto de Galinhas, Gramado, Salvador e Maceió.  

Enquanto isso, o levantamento aponta que os destinos internacionais mais requisitados estão localizados na América Central e Caribe. No entanto, a América do Norte segue com um nível relevante de vendas. Os locais de destaque internacional são México, Egito, Maldivas e Miami.  

*Sob supervisão de Helena Vieira

Mais Recentes da CNN