OMC mostra recuperação recorde da economia, mas a passos lentos, diz professor

Barômetro de comércio de bens atingiu nível recorde de 110,4, mas professor Márcio Fortes vê desaceleração

Foto: Tolga Akmen/AFP/Getty Images

Amanda Garcia, da CNN

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O índice conhecido como “barômetro de comércio de bens”, da Organização Mundial do Comércio (OMC), atingiu nível máximo de 110,4 – recorde desde 2016, quando começou a ser medido.

Em entrevista à CNN Rádio nesta quinta-feira (19), o professor do Ibmec do Rio de Janeiro, Márcio Fortes, disse que o número representa um “indicativo de uma profunda recuperação na economia. Porém, embora avalie que a retomada continue “muito forte”, ele afirmou que, agora, ela “caminha a passos um pouco lentos”, como evidenciado pela desaceleração das encomendas por exportações.

 

“É uma recuperação que está desacelerando, provavelmente ainda caminhamos para um pico de crescimento, toda uma demanda reprimida causada pela pandemia deu vazão a isso, vem num contínuo, mas desacelerando”, completou.

Márcio Fortes diz que o crescimento se dará a taxas menores, mas não vai parar. No pós-pandemia, porém, ainda há o que chama de “ambiente de incerteza diante de problemas globais”. Entre as incertezas, ele cita o atraso nos cronogramas de vacinação contra a Covid-19, além de “disparidades entre países cuja imunização se dá mais lenta”.

A possibilidade de uma eventual terceira dose também preocupa.“Tudo isso gera expectativa acerca de uma paralisação como a que houve no ano passado, em um momento que a economia vem se desenvolvendo”, concluiu.

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