OMC quer proximidade com FMI e OCDE para estabelecer preço do carbono

Segundo a diretora da organização, é preciso que medidas sejam tomadas de maneira igualitária para garantir uma "transição justa"

Logo da OMC na sede da organização em Genebra
Logo da OMC na sede da organização em Genebra 28/09/2021. REUTERS/Denis Balibouse

Gabriel Bueno da Costa, do Estadão Conteúdo

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A diretora-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, defendeu nesta segunda-feira (14) um trabalho próximo entre sua entidade, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a fim de estabelecer uma abordagem comum no estabelecimento de preços de carbono.

Segundo ela, é importante que as medidas nessa frente não sejam adotadas de uma maneira discriminatória e que as necessidades do países em desenvolvimento e os menos desenvolvidos possam garantir “uma transição justa”.

Okonjo-Iweala falou durante evento virtual do governo de Bangladesh. Ela argumentou que a OMC pode ter um papel crucial para dar apoio aos países que necessitam uma transição verde bem-sucedida.

Segundo a autoridade, muitos países em desenvolvimento temem que medidas ambientais possam na prática ser pretextos para o protecionismo contra suas exportações.

Uma solução ideal, defendeu, seria uma abordagem compartilhada no mercado global de carbono, alinhada com o Acordo de Paris e seus princípios, “embora politicamente ainda não tenhamos chegado lá”.

Para a diretora-gerente da OMC, a redução nas barreiras comerciais a produtos e serviços conduzidos de forma ambientalmente correta reduziria custos de energia renovável e também os custos de capital para a construção de infraestrutura resistente a mudanças climáticas.

Ela destacou o papel dessas mudanças também na geração de empregos, especialmente de mulheres, citando a África como exemplo.

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