Otimismo do setor de comércio tem terceira queda consecutiva, diz CNC

Pesquisa em todas capitais e DF mostra que confiança recuou 1,3% em novembro; dados indicam oscilação do índice ao longo do ano

Apesar da volta de circulação de pessoas, conjuntura ainda afeta confiança de empresários
Apesar da volta de circulação de pessoas, conjuntura ainda afeta confiança de empresários Mark Makela - 8.dez.2018/Reuters

Mylena Guedesda CNN*Lucas Janoneda CNN

No Rio de Janeiro

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Nem a proximidade com a Black Friday e o Natal foi suficiente para animar os comerciantes brasileiros, segundo a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), nesta quinta-feira (18).

O levantamento realizado em todas as capitais e Distrito Federal mostra que a confiança do comércio recuou 1,3% em novembro, quando comparado ao mês anterior. Trata-se da terceira queda consecutiva do otimismo no setor.

Segundo a Confederação, o resultado deixa implícito que mesmo com o aumento de circulação de pessoas nas ruas e shoppings, a conjuntura econômica tem afetado a confiança empresarial. Entre os fatores que dificultam a recuperação estão a inflação, a desvalorização do real, além da escalada dos preços dos combustíveis e energia.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu 119 pontos e segue na zona acima dos 100 pontos, nível base de satisfação. Os índices podem ficar entre 0 e 200.

As maiores quedas de confiança foram registradas no Norte (2,6%) e no Sudeste (2,1%). Apesar disso, o índice também apresentou queda no Sul (1,2%) e no Nordeste (0,8%).

Já o Centro-Oeste foi a única região com crescimento, de 0,6%, puxada pelos efeitos da prosperidade do agronegócio e das exportações. Todas as regiões, no entanto, estão em um patamar acima dos 100 pontos.

Em relação ao porte das empresas, a maior queda de confiança foi registrada por médios e grandes estabelecimentos, de 2,2%. Enquanto isso, os de menor porte tiveram uma queda de 1,3% no índice.

Os dados mostram uma oscilação no otimismo, já que o indicador de confiança caiu oito vezes em 11 meses. O resultado mensal, no entanto, não anulou o desempenho da confiança em 2021, que subiu cerca de 9,7% até o momento.

Expectativas

Em novembro, o indicador das expectativas para a economia alcançou 152,7 pontos. Cerca de 56% dos comerciantes acreditam que a situação econômica poderá melhorar um pouco, enquanto cerca de 27% têm a expectativa do cenário melhorar muito.

Outros 5,7% dos empresários preveem que a economia piore muito e 10,2% acreditam que a situação vai piorar um pouco nos próximos meses.

(*Sob supervisão de Isabelle Resende)

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