Pão de Açúcar tem prejuízo de R$ 130 milhões no 1ºtri, pressionado por aquisição

A receita da companhia disparou 55% no período, para R$ 19,7 bilhões, entre janeiro e março, que tem o atacarejo Assaí como um dos motores de crescimento

Foto: Divulgação/GPA

Reuters

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O GPA teve prejuízo líquido de R$ 130 milhões no primeiro trimestre, após lucro de 126 milhões obtido na mesma etapa de 2019, refletindo impacto da compra do grupo colombiano Almacenes Éxito, que ofuscou a alta das vendas do período.

Em termos ajustados, o GPA, dono das bandeiras Pão de Açúcar e Extra, teve lucro líquido consolidado atribuível aos controladores de R$ 65 milhões, queda de 60% sobre o desempenho de um ano antes.

A aquisição do Éxito ocorreu em meio à reorganização dos ativos do controlador do GPA, o francês Casino. Em novembro, a reestruturação de ativos do Casino na América Latina foi concluída, permitindo à empresa brasileira registrar receitas na Argentina, Colômbia e Uruguai.

No balanço, o GPA afirmou que mantém plano de expansão, mas que por conta das incertezas geradas pela pandemia de Covid-19 “algumas alterações de prazos ou eventuais postergações podem ocorrer”.

A receita líquida da companhia disparou 55% no período, para R$ 19,7 bilhões.

A empresa teve resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 1,19 bilhão, crescimento de 38% na base anual. Sem ajustes, o Ebitda subiu cerca de 13%, para R$ 918 milhões.

O investimento do GPA no Brasil subiu 29,4% no período, para R$ 591 milhões, impulsionado por expansão de 70,5% nos gastos com novas lojas e compras de terrenos e alta de 33% nos desembolsos para reformas e conversões.

A empresa fechou março com 1.072 lojas no Brasil, quatro a menos que em dezembro. A base de lojas Assaí, um dos principais motores de crescimento do grupo passou de 166 para 167 unidades.

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