Para BCE, inflação na zona do euro pode ficar mais alta por problemas na cadeia

Vice-presidente da instituição disse que houve poucos aumentos de salários até agora diante de preços mais altos

Problemas na cadeia de suprimento afetam preços de produtos e serviços
Problemas na cadeia de suprimento afetam preços de produtos e serviços REUTERS/Kai Pfaffenbach

Gabriel Bueno da Costa, do Estadão Conteúdo

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O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou que a inflação na zona do euro neste ano “pode ficar ainda mais elevada do que nós pensamos agora, caso persistam problemas na cadeia” de suprimentos. Atualmente, o BCE projeta que os preços continuem a acelerar até novembro, desacelerando a 1,7% em 2022 e 1,5% em 2023.

Guindos disse que há “bons motivos” para o nível atual dos preços, mais elevado, como a forte queda na atividade econômica no ano passado diante da pandemia, portanto a base de comparação influi.

Além disso, ele citou outros fatores, como uma redução temporária no imposto sobre valor agregado na Alemanha no segundo semestre de 2020.

As declarações foram dadas durante entrevista a dois jornalistas, Joost van Kuppeveld e Daan Ballegeer, e disponibilizadas no site da instituição.

O vice do BCE disse que os problemas na cadeia de produção trazem consequências não apenas para os preços de microchips e semicondutores, “mas também para energia e os preços de transporte, por exemplo”.

Segundo ele, até agora há poucos aumentos de salários diante dos preços mais altos, mas isso poderia mudar no outono local, quando muitas negociações salariais devem ocorrer, e o BCE monitora essa questão.

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