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    PATL11, VILG11: 5 fundos imobiliários recomendados para investir em abril

    Respeitando o temor do mercado em relação aos ativos de tijolo por conta da pandemia e da Selic, a carteira conta com ativos de logística e renda urbana

    Prédio em construção
    Prédio em construção Foto: REUTERS/Nacho Doce

    Matheus Prado,

    do CNN Brasil Business, em São Paulo

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    O mês de março não foi especialmente positivo para o mercado de capitais e, consequentemente, para os fundos imobiliários (FII). No mês, o IFIX, principal referência do setor, recuou 1,4%.

    “O principal fator responsável pela queda nos FIIs foi o movimento observado nas taxas de juros, com aumento da taxa Selic e possível trajetória mais altista do que previamente esperado”, diz Glauco Legat, analista-chefe da Necton Investimentos.

    “O movimento de alta dos juros acaba impactando negativamente as cotas dos FIIs, principalmente os fundos de tijolo.” Também não ajudou o avanço da pandemia do novo coronavírus, que limita o trânsito de pessoas e impacta os mesmos segmentos.

    Nessa linha, Legat entende que o movimento de curto prazo ainda deve ser de maior volatilidade no mercado de FIIs, dado o cenário de stress nas curvas de juros, mas julga que o prêmio para se investir nos ativos ainda se mostra interessante. 

    A carteira

    Pensando em um cenário volátil e que exige cuidados na hora de investir, o CNN Brasil Business publica a sua terceira carteira mensal de fundos imobiliários, seguindo o exemplo da já tradicional carteira de ações, publicada no primeiro dia útil de cada mês.

    No caso dos FIIs, serão cinco papéis selecionados a cada 30 dias com base nas recomendações das seguintes corretoras/casas de análise: Necton, XP Investimentos, Ativa Investimentos, Genial Investimentos, Guide Investimentos e Mirae Asset.

    Para o mês de abril, e respeitando o temor do mercado em relação aos ativos de tijolo por conta do avanço do novo coronavírus, a carteira conta com ativos de logística e renda urbana. Entre as novidades, estão PATL11 e VILG11, ambos do setor logístico. Confira:

    Fundo: PATL11
    Setor: Logística 
    Comentário: Luis Sales, analista da Guide Investimentos 

    “O segmento logístico tem apresentado, desde o início da pandemia, o perfil mais defensivo entre os imobiliários, sendo referido inclusive como o ‘filho da crise’. Acreditamos nos fundamentos do setor e gostamos da resiliência que tem apresentado.

    Nessa perspectiva, vemos o PATL como um nome oportuno para se estar posicionado, visto a qualidade de seus ativos, desconto relevante de seus principais pares do setor logístico e boa perspectiva para dividendos.”

    Fundo: TXRF11
    Setor: Renda Urbana 
    Comentário: Glauco Legat, analista-chefe da Necton Investimentos

    “Pelo perfil de contratos atípicos de longo prazo, focados em renda urbana de um inquilino com bom risco de crédito, entendemos que o fundo se mostra uma boa opção para investidores que buscam renda recorrente e maior previsibilidade no recebimento de proventos.”

    Fundo: VILG11
    Setor: Logística 
    Comentário: Analistas da XP Investimentos

    “Em nossa opinião, o fundo possui grande diversificação setorial dos inquilinos, onde 40% é do segmento de e-commerce.

    O fundo ainda possui aproximadamente R$ 600 milhões em caixa, o que pode, de um lado, pressionar a distribuição de dividendos do fundo no curto prazo. Do outro lado, a finalização da alocação do caixa em ativos alvos deve impactar positivamente a distribuição de dividendos do fundo.”

    Fundo: HGRU11
    Setor: Renda Urbana 
    Comentário: Isabella Suleiman, analista da Genial Investimentos

    “Na nossa visão, o que torna este fundo tão atrativo são os vencimentos dos contratos a partir de 2024 e os contratos atípicos, que representam 92,5% da receita.

    Apesar de o setor educacional representar 32% da receita do fundo, vemos como baixo o risco de inadimplência dos inquilinos ligados a esse setor, sustentado pela volta gradual das aulas presenciais, principalmente para os cursos que necessitam de aulas práticas, e pelo maior inquilino do setor ter adiantado o aluguel. 

    Um ponto de atenção aqui são os locatários que dão suporte à atividade desse setor, como os cafés e o estacionamento. Para esses casos específicos, a prioridade da gestão é manter os contratos, mesmo que isso signifique carências e descontos. 

    Vemos isso como positivo, pois possuem pouca representatividade na receita geral do fundo e são negócios necessários para o bom funcionamento das atividades educacionais. O fundo possui portfólio maduro, devendo sofrer pouca variação no preço e manter o pagamento de dividendos estável.”

    Fundo: BTLG11
    Setor: Logística 
    Comentário: Analistas da XP Investimentos 

    “O fundo passou por algumas emissões de cotas recentemente e assim se tornou um fundo robusto, com patrimônio líquido em torno de R$ 1,5 bi. Possui ativos de boa qualidade e bem localizados. 

    A maior parte dos contratos do fundo são atípicos e o setor de atuação de seus inquilinos é relativamente diversificado: varejo, alimentício, automobilístico e em papel e celulose.  Como a maior concentração de vencimentos dos contratos se dá a partir de 2024, há uma maior segurança em relação ao fluxo de receita a ser recebido. 

    Acreditamos que o fundo possui um portfólio sólido e com capacidade de manter seus inquilinos a longo prazo.”

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