Pedidos de recuperação judicial registram queda de 45,2% em julho

Empresas de serviço e comércio lideraram solicitações

Lojas fechadas no centro do Rio de Janeiro por causa da pandemia
Lojas fechadas no centro do Rio de Janeiro por causa da pandemia Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Agência Brasil

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Os pedidos de recuperação judicial tiveram uma queda de 45,2% em julho deste ano na comparação com o mesmo mês de 2020. De acordo com o Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian, o mês registrou 74 requisições ante as 135 feitas no mesmo período do ano passado.  

Entre os que recorreram ao dispositivo, as empresas dos setores de serviço e comércio tiveram destaque com 36 e 17 solicitações, respectivamente. Na análise por porte, as micro e pequenas empresas lideram o número de solicitações.

Para a Serasa Experian, o crescente relaxamento das medidas restritivas impostas pela pandemia de Covid-19 e o avanço da vacinação contra a doença afetaram positivamente a confiança financeira dos empreendedores brasileiros.

Além disso, as linhas de crédito disponíveis também impactaram o desempenho econômico das empresas, apesar da maior dificuldade para os micro e pequenos negócios, que foram mais afetados pelo pouco fôlego do fluxo de caixa.

A recuperação é um dispositivo jurídico, regulamentado pela Lei nº 11.101, de 2005, que visa evitar a insolvência (endividamento maior que a capacidade de pagamento) de organizações com problemas financeiros.

Ainda segundo a Serasa Experian, no comparativo interanual, o número de processos de falência requeridos pelas empresas teve retração de 13%. Foram 100 pedidos em julho de 2021 ante 115 feitos no mesmo mês de 2020. Dentre eles, 62 foram solicitados por micro e pequenos negócios. Além disso, o setor de serviços tem a maior representatividade do total mensal, com 51 requisições de falência.

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