Pensando em comprar um ar-condicionado portátil? Saiba o que levar em conta

Os aparelhos portáteis têm potência semelhante à dos fixos e podem oferecer conforto térmico igual

Raphael Coraccini, colaboração para o CNN Brasil Business, em São Paulo

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O ar-condicionado portátil é uma solução interessante para quem quer se livrar do calor e não pode instalar um aparelho convencional. Os aparelhos portáteis têm potência semelhante à dos fixos e podem oferecer conforto térmico igual.

É possível comprar um aparelho portátil que resolva os problemas de excesso de calor em ambientes pequenos por menos de R$ 2.000, mas há algumas condições para que o aparelho ofereça a melhor experiência. 

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Bom para ambientes pequenos, conta de luz mais cara

Os portáteis atendem muito bem ambientes pequenos, de até 10 metros quadrados, porque o ar gelado já é capaz de dar uma sensação térmica mais agradável nos primeiros minutos. Em cômodos maiores, o resfriamento do ambiente pode demorar mais que 40 minutos e, se o cômodo for muito grande, o esforço do aparelho pode ser insuficiente. 

Em uma temperatura de 34ºC, o ar-condicionado portátil consegue baixar para até 23 graus um ambiente de 10 metros quadrados, ainda que com um esforço elétrico maior do que os de parede –ou seja, a conta de luz virá mais cara. O consumo de energia de um ar-condicionado portátil para um escritório de 10 metros quadrados com apenas uma pessoa pode aumentar em 33% o valor da conta. 

Por isso, se a ideia é ter um aparelho para a sua casa ou apartamento para o longo prazo, o indicado é optar pelos fixos, que consomem menos energia e podem ser até mais baratos. No Buscapé, um ar-condicionado de parede custa a partir de R$ 1.200. O mais em conta é o modelo TCL de 9.000 BTUs (Unidade Britânica de Temperatura, na sigla em inglês). Os gastos com instalação são entre R$ 450 e R$ 1.000, a depender da potência e do tamanho. 

Os portáteis não têm custo de instalação, mas dificilmente são vendidos abaixo de R$ 1.800. A linha mais barata encontrada em dezembro de 2020 nos comparadores de preço é a da Elgin, com potência de 9.000 BTUs. 

Quantos BTUs é preciso

Apesar de a média de preços ser próxima de R$ 4.000, os modelos mais baratos são capazes de atender à necessidade do consumidor se forem respeitados alguns critérios para a escolha do aparelho. Veja quais são:  

– Para cada metro quadrado é preciso ter 600 BTUs para atender uma pessoa. 
– Para cada pessoa a mais no cômodo, é preciso adicionar 600 BTUs. 
– Para cada equipamento que consome muita energia, como computadores e televisões, adicione mais 600 BTUs. 
– Também a exposição ao sol deve ser considerada. Se o cômodo está exposto durante o dia, é preciso somar mais 800 BTUs. 

Veja o exemplo: 

Cômodo de 10 metros: 6.000 BTUs
Duas pessoas: 1.200 BTUs
Dois computadores: 1.200 BTUs
Exposição ao sol: 800 BTUs 
Total: 9.200 BTUs

Para este caso, equipamentos a partir de 10.000 BTUs serão mais eficientes para oferecer condições mais confortáveis. 

Pontos de atenção

Um dos pontos negativos do ar-condicionado portátil é que ele não é muito silencioso. O barulho do compressor pode chegar a 50 decibéis, o que pode atrapalhar a noite de sono, por exemplo. Os modelos fixos são muito mais silenciosos –alcançam cerca de 20 decibéis. 

Outro ponto negativo desses aparelhos é que não são tão fáceis de deslocar. A média de peso é de 20 a 30 kg. Há também o fato de a instalação demorar até 1 hora por causa da mangueira de troca de ar, que precisa ser instalada para fora do ambiente –o que dificulta mudar o aparelho do quarto para a sala, por exemplo, todos os dias.  

Além disso, em dias de chuva, o uso pode ser um problema. Como a mangueira usada para a troca do ar quente pelo ar frio tem que ficar para fora do ambiente, ela impede o fechamento da janela e corre o risco de o local ficar exposto à chuva. 

A área ocupada pelo aparelho também precisa ser levada em conta. O Compact 9, da Olimpia, um dos menores do mercado, tem 70,3 centímetros de largura, 35,5 de profundidade e 34,5 de altura. Além de ser mais espaçoso que o fixo, o ar-condicionado portátil concorre por espaço com os móveis e com as pessoas, já que não é fixado no alto, como o split.

Campeões de avaliação 

O Guia do Eletro, site especializado em análise de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, identificou os modelos de ar-condicionado portátil com as melhores avaliações na internet em novembro de 2020 em três categorias diferentes. 

Ar-condicionado portátil
Ar-condicionado portátil Koobes, da Gree
Foto: Reprodução

O modelo Koobes, da fabricante Gree, foi indicado como o melhor ar-condicionado portátil em custo-benefício. Ele pode ser encontrado por R$ 1.849. Sua capacidade é de 10.000 BTUs, ou seja, atende à necessidade de um casal em um cômodo de até 10 metros quadrados exposto ao sol e com poucos aparelhos eletrônicos de alto rendimento. 

Ar-condicionado portátil
Ar-condicionado portátil Compact 9 da Olímpia
Foto: Reprodução

Quando o assunto é portabilidade, o Compact 9 da Olimpia é o vencedor. O custo médio é de R$ 3.299 nos principais e-commerces

Ar-condicionado portátil
Ar condicionado portátil Silent 12, da Olimpia
Foto: Reprodução

Na categoria silêncio, o Silent 12, também da Olimpia, é considerado o melhor. Mas o valor não é tão refrescante: a partir de R$ 5.100

Há outras opções que podem atender às necessidades das famílias conforme o espaço que elas têm em casa e o número de pessoas. Para ajudar na escolha, é indicado prestar atenção às avalições na internet, mesmo que, depois, a compra seja efetuada na loja física. 

O Guia do Eletro indica ao consumidor desprezar itens que tenham mais de 60% de avalições negativas no e-commerce, pois essa faixa de rejeição indica que o produto não atende as necessidades. 

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