Perdas com petróleo geradas por furacão estão entre piores dos últimos 16 anos

Ventos de 240 quilômetros por hora cortaram a maior parte da produção offshore por mais de uma semana e danificaram plataformas e instalações de suporte

Plataformas de petróleo: Opep revisou sua expectativa sobre a demanda de petróleo em 2020
Plataformas de petróleo: Opep revisou sua expectativa sobre a demanda de petróleo em 2020 Foto: Reprodução/Agência Brasil

Reuters

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Os estragos causados pelo Furacão Ida à infra-estrutura de produção de energia offshore dos Estados Unidos foram os mais dispendiosos desde que furacões sucessivos em 2005 interromperam a produção por meses, de acordo com os últimos dados e registros históricos.

Os ventos de 240 quilômetros por hora do Ida cortaram a maior parte da produção offshore de petróleo e gás por mais de uma semana e danificaram plataformas e instalações de suporte onshore. Cerca de 79% da produção offshore de petróleo permanece fechada e 79 plataformas de produção estão desocupadas desde que a tempestade chegou ao continente no dia 29 de agosto.

Um acúmulo de 17,5 milhões de barris de petróleo foi perdido para o mercado, e os fechamentos devem durar mais algumas semanas. O Ida pode cortar a produção total norte-americana em 20 milhões de barris, para 30 milhões de barris, de acordo com analistas de energia.

A produção offshore no Golfo do México representa 16% da produção total dos EUA de petróleo, e 5% da produção de gás natural.

“Podem haver volumes que ficarão offline por um tempo considerável”, disse a consultora da Facts Global Energy (FGE) Krista Kuhl. “É muito cedo para dizer.”

As perdas estão reduzindo as exportações norte-americanas em um momento em que os preços do petróleo estão por volta de 70 dólares por barril, por conta de limitações contínuas pelo grupo de países produtores Opep e de expectativas do mercado por demanda.

Cerca de 79% da produção de petróleo do Golfo do México e 78% da produção de gás natural estavam offline na terça-feira, nove dias depois da chegada do Ida à Costa do Golfo, causando prejuízos com ventos e água a plataformas e refinarias, segundo mostram dados do governo.

Os furacões Katrina e Rita em 2005 continuam sendo os mais destrutivos para as instalações de energia da Costa do Gol

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