Petróleo fecha em alta, com notícias sobre Ômicron superando dados de estoques

Segundo a Capital Economics, a demanda permanece sólida, apesar do aumento de casos de covid-19

Plataforma marítima de petróleo no Golfo de México.
Plataforma marítima de petróleo no Golfo de México. 17/01/2014REUTERS/Henry Romero

Gabriel Caldeira, do Estadão Conteúdo

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O petróleo fechou em alta nesta quarta-feira (8). Um balanço mais positivo de notícias à respeito da variante Ômicron do coronavírus afastou preocupações sobre a possibilidade de restrições serem implementadas mundo afora, enquanto a fraqueza do dólar emprestou mais suporte à commodity.

A queda abaixo do esperado nos estoques americanos na semana passada, porém, limitou os ganhos.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para janeiro subiu 0,43% (US$ 0,31), a US$ 72,36, enquanto o do Brent para fevereiro avançou 0,50% (US$ 0,38) na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 75,82.

De acordo com o analista Edward Moya, da Oanda, o petróleo ganhou impulso nesta manhã com a notícia de que a vacina da Pfizer retém eficácia contra a cepa Ômicron após um regime de três doses do produto.

Antes, dados preliminares de um estudo conduzido na África do Sul indicaram proteção menor do imunizante após duas doses, informação confirmada pelos testes realizados pela companhia.

A melhora da demanda pelo óleo no mercado futuro veio apesar da adoção de novas restrições à atividade no Reino Unido por causa da pandemia, além de uma “queda abaixo do esperado nos estoques” do petróleo nos EUA e de aumentos acima do previsto nos estoques de produtos derivados, comenta o TD Securities.

O banco de investimentos canadense estima que os contratos devem subir para um nível superior a US$ 80 por barril, apoiados pelo provável “perda de fôlego no aumento da oferta, recuperação contínua da demanda e adição do consumo durante o inverno” no hemisfério norte. A avaliação contrasta com análise publicada pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) nesta quarta.

Ao comentar os dados de estoques nos EUA, a Capital Economics destaca que a queda desta quarta ocorreu apesar de um novo aumento na produção média diária, que chegou a 11,7 milhões de barris – a maior desde maio de 2020, de acordo com a consultoria.

“A demanda permanece sólida, apesar do aumento de casos de covid-19. A menos que as restrições às viagens sejam reimpostas, esperamos que a demanda de petróleo dos EUA se mantenha firme nos próximos meses”, conclui a casa.

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