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    Petróleo fecha em alta, com preocupações por oferta, incluindo produção na Líbia

    Somado à guerra da Ucrânia, que persiste e oferece poucos sinais de uma resolução rápida, o conflito na Líbia ganhou novos contornos que ameaçam as exportações de petróleo do país

    Um campo de extração foi invadido durante o final de semana, o que impede a produção, além de aumentar os temores de que a guerra civil local afete mais atividades
    Um campo de extração foi invadido durante o final de semana, o que impede a produção, além de aumentar os temores de que a guerra civil local afete mais atividades 28 de março 2019. REUTERS/Christian Hartmann/Archivo

    Matheus Andrade*, do Estadão Conteúdo

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    Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta segunda (18) em uma continuidade na alta recente da commodity, que vem avançando por conta de preocupações com a oferta e chegando perto das maiores cotações em três semanas.

    Somado à guerra da Ucrânia, que persiste e oferece poucos sinais de uma resolução rápida, o conflito na Líbia ganhou novos contornos que ameaçam as exportações de petróleo do país.

    Um campo de extração foi invadido durante o final de semana, o que impede a produção, além de aumentar os temores de que a guerra civil local afete mais atividades.

    O petróleo WTI para junho fechou em alta de 1,17% (US$ 1,23), a US$ 107,61 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho subiu 1,30% (US$ 1,46), a US$ 113,16 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

    A companhia estatal da Líbia, Nacional Oil, afirmou no domingo que foi forçada a paralisar um campo de petróleo, em meio a um impasse político que ameaça o país do norte da África.

    Segundo a empresa, um grupo de pessoas entrou no campo de al-Feel, no sul, no sábado, na prática parando a produção. Líderes tribais anunciaram no sábado o fechamento do campo e exigiram a retirada de Mustafa Sanallah, presidente da estatal.

    Também pediram o que descreveram como uma distribuição justa da receita com o petróleo entre as três principais regiões da Líbia e que o primeiro-ministro Abdul Hamid Dbeibah entregue o poder ao nome indicado pelo Parlamento, seu rival Fathi Bashagha, também apontado como premiê no país.

    Robbie Fraser, da Schneider Electric, avalia que a falta de oferta de longo prazo está reduzindo os estoques e fornecendo uma base de alta para o mercado.

    “As condições foram reforçadas ainda mais por desafios de curto prazo, com uma interrupção no maior campo de petróleo da Líbia servindo como o exemplo mais recente”, diz ele.

    “Em meio a grandes protestos, o campo de Sharara foi fechado pelo menos temporariamente, com autoridades do governo alertando que todas as exportações da Líbia agora estão ameaçadas”.

    No conflito na Ucrânia, o Kremlin acusou nesta segunda-feira Kiev de mudar constantemente a sua postura quando se trata de questões que já foram acordadas nas negociações de paz.

    “Muitas vezes está mudando de posição e a tendência do processo de negociação deixa muito a desejar”, afirmou, de acordo com a Reuters. As informações são de Dow Jones Newswires.

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