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    Petróleo fecha em queda, com dólar forte e risco de demanda global fraca no radar

    Segundo a High Frequency Economics, a forte queda recente nos preços reflete temores de uma recessão por parte de operadores

    Campo de petróleo Sverdrup no Mar do Norte
    Campo de petróleo Sverdrup no Mar do Norte FOTO DO ARQUIVO: Campo de petróleo Sverdrup no Mar do Norte, 7 de janeiro de 2020. Carina Johansen/NTB Scanpix/via REUTERS

    Gabriel Bueno da Costa, do Estadão Conteúdo

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    Os contratos futuros de petróleo recuaram, nesta quarta-feira (6). A commodity chegou a mostrar recuperação modesta, após forte perda na sessão anterior, mas sem impulso, com dúvidas sobre a demanda futura diante dos riscos de recessão global.

    O petróleo WTI para agosto fechou em queda de 0,97% (-US$ 0,97), em US$ 98,53 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro caiu 2,02% (-US$ 2,08), a US$ 100,69 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

    A força do dólar também colaborou para pressionar o petróleo, que neste caso fica mais caro para os detentores de outras moedas. Além disso, a perda de fôlego econômica global influencia as perspectivas para a demanda. Segundo a High Frequency Economics, a forte queda recente nos preços reflete temores de uma recessão por parte de operadores.

    O Julius Baer, por sua vez, afirma que o sentimento pode continuar a pressionar os contratos. Para esse banco, qualquer deterioração inesperada na economia “irá apenas acelerar o movimento para baixo” do óleo. O Julius Baer afirma que há mais risco de baixa para os preços, no quadro atual.

    Em linha similar, o Swissquote Bank afirma que a marca de US$ 100 o barril do Brent é um ponto de resistência para o contrato – ele chegou a perder esse piso em parte do dia de hoje. Segundo o banco, o sentimento no mercado mudou de um foco para riscos na oferta a um de “potencialmente pouca demanda”.

    A notícia de que Xangai voltava a fazer testes contra a covid-19 também estava no radar, segundo o Swissquote.

    Após a publicação da ata da reunião mais recente de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o petróleo chegou a reduzir perdas, mas em movimento pontual. O Fed ressaltou riscos no quadro, como a guerra na Ucrânia e os lockdowns para conter a covid-19 na China.

    Ainda no noticiário, o Tesouro americano anunciou a imposição de novas sanções contra companhias e indivíduos ligados à indústria petrolífera do Irã e de Belarus.

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