Petróleo fecha em queda, de olho em Ômicron e corte da AIE sobre projeção de demanda

A estimativa da AIE vem após a Opep ter anunciado, ontem, a manutenção de suas projeções

REUTERS/Sergio Moraes

Ilana Cardial, do Estadão Conteúdo

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Os contratos do petróleo fecharam em queda no mercado futuro nesta terça-feira (14). No radar das mesas de operação está a preocupação com a variante Ômicron do coronavírus — cujo impacto deve ser moderado sobre o mercado do petróleo, estima a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

A Agência Internacional de Energia (AIE), porém, cortou sua projeção de crescimento da demanda global neste e no próximo ano, por conta da nova cepa.

O petróleo WTI com entrega prevista para janeiro fechou em baixa de 0,79% (US$ 0,56), a US$ 70,73 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para o mês seguinte cedeu 0,93% (US$ 0,69), a US$ 73,70 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Os ativos da commodity começaram o dia em leve alta, mas viraram para o negativo depois que a AIE reduziu sua previsão de demanda global por petróleo em 100 mil barris por dia (bpd) em 2021 e 2022. A projeção de oferta foi cortada no mesmo nível.

A estimativa da AIE vem após a Opep ter anunciado, ontem, a manutenção de suas projeções. Para a Organização, o impacto da Ômicron não deve ter a força que se temia inicialmente, dada a maior preparação de empresas e governos para lidar com a pandemia.

O Commerzbank observa que a Opep parece não ter levado em consideração a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos e outros grandes países consumidores da commodity.

“Isso, mais o aumento contínuo da produção da OPEP, sugere que o mercado de petróleo terá excesso de oferta no próximo ano”, diz o banco alemão.

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