PIB brasileiro tem pior variação no 2º tri em comparação a países da OCDE

Fatores como a vacinação acelerada da Covid-19, a reabertura econômica e taxas mais baixas de contágio tiveram um papel crucial no aumento e na queda dos países da lista

Bandeira do Brasil
Bandeira do Brasil gleidiconrodrigues por Pixabay

Tamires Vitoriodo CNN Brasil Business

em São Paulo

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Com queda de 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre ante o primeiro período do ano, o Brasil mostrou o pior desempenho em comparação aos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O resultado veio pior que o do Japão, cuja variação foi a menor do grupo, de apenas 0,3%. O país asiático, assim como o Brasil, teve uma resposta considerada pela comunidade internacional, lenta à pandemia, além de ter sido resistente em diversos momentos críticos da crise sanitária ao distanciamento social.

Aqui, o resultado fraco reflete, sobretudo, meses em que a vacinação contra a Covid-19 no país ainda se arrastava a passos lentos e que as cidades apenas começavam a reabrir as atividades após os picos recordes de internações e mortes pela doença nos meses anteriores.

Apesar de não fazer parte da OCDE, o Brasil é um dos países não-membro que têm relações com as nações que participam da organização (veja ranking abaixo).

A melhora na atividade global está diretamente ligada, segundo economistas, a fatores como a vacinação acelerada contra a Covid-19, a reabertura econômica dos países e a taxas mais baixas de contágio pela doença. É o caso de Portugal, cujo PIB teve alta trimestral de 4,9% de abril a junho, melhor resultado da OCDE. Por lá, 80% da população já tomou pelo menos uma dose das vacinas disponíveis contra o coronavírus, segundo o ministério de saúde local. No Brasil, esse número é pouco maior que 60%.

Em seguida vem o Reino Unido, com um aumento de 4,8% no PIB, na mesma comparação. Apesar de o país ter sido um dos mais afetados do bloco europeu, a retomada mostrou aceleração no período, já que a economia havia crescido 2,2% na margem.

 

Já os Estados Unidos, a maior economia do mundo, teve uma alteração tímida em relação ao 1º trimestre do ano, crescendo 1,6%, com a campanha de vacinação contra a Covid-19 mais forte e o consequente aumento das atividades econômicas. A China, segunda maior potência mundial, cresceu 1,3%.

De todos os países da América Latina, o México foi o que teve o maior crescimento em seu PIB, de 1,5%. Já o Chile subiu 1% em relação ao trimestre anterior.

 

 

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