Pix deve ganhar impulso em 2021 e reduzir a quantidade de moeda em circulação

O Banco Central tem custos da ordem de R$ 1 bilhão para manutenção das moedas que circulam no país, segundo Pedro Coutinho, presidente da Getnet

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Podcast O Que Eu Faço, com Santander Foto: CNN Brasil

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Transferências sem taxas, independentemente do banco, e que podem ser realizadas de forma instantânea, 24 horas por dia e sete dias por semana. Foi com essa proposta bastante ambiciosa que o Pix, um novo meio de pagamento, foi lançado no Brasil em outubro de 2020. 

Isso só para falar das vantagens em uma esfera individual. No cenário nacional, o Pix pode ajudar a reduzir significativamente a quantidade de moeda em circulação no país, já que a tendência é que os pagamentos sejam feitos via transferência e não em dinheiro. Se você está se perguntando por que isso é importante, o Pedro Coutinho, CEO da Getnet, explica. 

“O dinheiro circulando no país é um grande problema, porque o Banco Central tem custos da ordem de R$ 1 bilhão para manutenção das moedas que circulam no país. Ou seja, é muito custoso para todos, já que quem paga essa conta somos nós.”

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Coutinho, que foi entrevistado no podcast O Que Eu Faço?, também destaca o benefício que a menor circulação de moeda traz para os comerciantes, que precisam investir em segurança para proteger o dinheiro físico em seus estabelecimentos. 

Embora as vantagens sejam incontáveis, especialmente para os pequenos empreendedores, ainda tem muita gente desconfiada e com medo de usar o Pix. Para tirar a prova de que o modelo é mesmo vantajoso, Pedro Coutinho sugere um teste que muitas empresas já estão aplicando. 

Elas utilizam o Pix por 20 dias, contabilizando todos os custos, para então determinar se o recebimento por essa via compensa mesmo. “O que vai ficar claro lá na frente é um custo menor do que o comerciante tem hoje em outras transações”, conclui. 

É importante destacar que, embora o Pix não tenha taxas de transferência, ele acaba gerando alguns outros custos para quem o utiliza em comércios, por exemplo. Para que um comerciante dono de uma mercearia receba de um cliente, ele precisará gerar um QR Code. E, para isso, provavelmente fará uso de uma maquininha ou de um celular. 

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O surgimento do Pix, por sinal, não é sinônimo de obsolescência para as maquininhas, já que a funcionalidade delas hoje vai muito além de simplesmente receber pagamentos no crédito ou débito. Além disso, os diferentes meios de pagamento e transações podem e provavelmente continuarão coexistindo. 

“O Pix é importante, mas ele não é também o único meio de captura. Nós vamos continuar tendo o Pix, nós vamos continuar tendo o cartão de crédito e vamos continuar tendo o cartão de débito. Assim como ainda temos no país 30 milhões de cheques por mês sendo transacionados”, resume Coutinho. 

Essas e outras informações sobre as vantagens e aplicações do Pix foram levantadas no último episódio do O Que Eu Faço?, o podcast de finanças da CNN apresentado por Fernando Nakagawa e Luciana Barreto. 

(Editado por Natália Flach)

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