Plano do G20 contra COVID-19 vai mirar problemas de dívida de países mais pobres

Grupo das 20 maiores economia do mundo se comprometeu a injetar mais de US$ 5 trilhões no mercado global para limitar perdas de emprego e renda com a pandemia

Bandeiras dos países do G20 no início da Cúpula das 20 principais economias mundiais em Cannes
03/11/2011
REUTERS/Dylan Martinez
Bandeiras dos países do G20 no início da Cúpula das 20 principais economias mundiais em Cannes 03/11/2011 REUTERS/Dylan Martinez Foto: Dylan Martinez/Reuters

Reuters

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O plano de ação do Grupo das 20 principais economias para combater a pandemia de coronavírus cvai considerar o risco de vulnerabilidades da dívida em países de baixa renda e fornecer ajuda financeira a países emergentes, informou o grupo nesta terça-feira (31).

Em videoconferência, os ministros de Finanças e os banqueiros centrais do das 20 maiores economias do mundo discutiram os papéis do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial na oferta de recursos e na exploração de medidas para aliviar a falta de liquidez nos mercados emergentes, diante da necessidade de aumentar gastos por causa dos efeitos do coronavírus.

Além disso, os países do G20 trabalharão com o Conselho de Estabilidade Financeira, criado após a crise financeira de 2008, para coordenar medidas regulatórias e de supervisão tomadas em resposta ao coronavírus.

Os grupos de trabalho devem dar detalhes preliminares do plano antes da próxima reunião do grupo, em 15 de abril.

Pacote de US$ 5 trilhões

Os líderes do G20 se comprometeram na semana passada a injetar mais de US$ 5 trilhões na economia global para limitar as perdas de emprego e renda com a pandemia de COVID-19, enquanto trabalham para aliviar as interrupções no fornecimento causadas pelo fechamento de fronteiras com o objetivo de limitar a transmissão do vírus.

Eles também se comprometeram a financiar todas as medidas necessárias para impedir a propagação do vírus e expressaram preocupação com os riscos para os países frágeis, principalmente na África. Eles reconheceram a necessidade de reforçar as redes de segurança financeira.

Além disso, pediram às suas principais autoridades financeiras para coordenar regularmente entre si e com organizações internacionais o desenvolvimento de um plano de ação em resposta à pandemia, que nesta terça-feira havia infectado quase 800 mil pessoas e matado quase 39 mil.

Os ministros do Comércio do G20 concordaram na segunda-feira em manter seus mercados abertos e garantir o fluxo contínuo de suprimentos médicos, equipamentos e outros bens essenciais.

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