POCO X3, celular para gamers da Xiaomi, chega ao Brasil por R$ 3 mil

Com apenas 16 meses de operação oficial no Brasil, a Xiaomi já trouxe mais de 400 produtos do portfólio da marca para o país

POCO X3 será vendido no Brasil por a partir de R$ 2.999
POCO X3 será vendido no Brasil por a partir de R$ 2.999 Foto: Xiaomi/Divulgação

Matheus Prado,

do CNN Brasil Business, em São Paulo

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Com apenas 16 meses de operação oficial no Brasil, a Xiaomi já trouxe mais de 400 produtos do portfólio da marca para o país. Agora, a gigante chinesa tenta estabelecer diálogo direto com um público que não para de crescer: o de pessoas que utilizam o celular para jogar, por vezes até profissionalmente.

Nessa linha, a companhia lançou nesta quinta-feira (8) o POCO X3, novo smartphone que tem sua própria marca e é “feito na medida para gamers”, segundo definição de Luciano Barbosa, head do projeto Xiaomi Brasil. O celular chega às lojas físicas e digitais custando R$ 2.999 na sua versão de 64 gigabytes e R$ 3.299 na opção com 128gb. 

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“Estamos ampliando o portfólio da marca por aqui e notamos que o mercado brasileiro não tem muitas opções de celular para quem joga. Por isso trouxemos”, diz.

Mas o que explica esse valor? Analisando as especificações, o aparelho foca em performance, definição de imagem, velocidade de resposta e mecanismos de otimização e poupança de energia. 

Para os fãs mais avançados, com conhecimento de causa, o smartphone conta com tela de 120Hz e DotDisplay de 6.67’’ com resolução Full HD+, processador Snapdragon 732G dedicado para games e processamentos gráficos, resfriamento líquido e bateria de 5.160mAh com carregamento rápido e até dois dias de autonomia.

Além disso, o produto também conta com um sistema de 4 câmeras traseiras, semelhante ao de boa parte dos modelos mais caros da companhia: um sensor principal de 64 megapixels, um sensor ultra-wide de 13MP, um sensor Macro de 2MP e um sensor de profundidade de 2MP. 

Xiaomi no Brasil

A Xiaomi chegou ao país em maio de 2019 causando estardalhaço. Teve até fã da marca, carinhosamente apelidados de “xiaominions”, dormindo na fila para visitar a primeira loja da companhia, localizada no Shopping Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, e aproveitar os grandes descontos anunciados.

Menos de um ano e meio depois, a empresa já possui um portfólio de mais de 400 produtos disponíveis ao público brasileiro. “As pessoas começaram a entender que não somos somente uma marca de smartphones”, defende Luciano. “Estamos trazendo muitos produtos das linhas fitness, de casa, de beleza.”

Prova disso é que, durante a pandemia do novo coronavírus, os pedidos do robô de limpeza da marca, aquele que vai andando sozinho pela casa, cresceram 800%. A balança inteligente, que além do peso mede índices de massa muscular e gordura, é outro caso de sucesso.

Graças ao isolamento social, a empresa viu, inclusive, suas receitas de e-commerce crescerem quase 10 vezes. “Estávamos acompanhando o avanço da pandemia na Ásia e conseguimos reforçar nosso estoque antes do vírus chegar ao Brasil, mas ainda sofremos um pouco com a explosão da demanda em abril”, explica. 

Para o futuro, Barbosa projeta um crescimento sustentável da companhia, mas também enxerga alguns obstáculos, como a cotação do dólar.

Operação global

No segundo trimestre de 2020, a Xiaomi viu seu faturamento crescer 3,1% ante o mesmo período de 2019, permitindo receita líquida de US$ 7,7 bilhões. O lucro subiu muito mais, 129,8%, alcançando os US$ 650 milhões. Como consequência disso, os papéis da empresa avançam mais de 90% na bolsa de Hong Kong este ano. 

Questionada sobre a posição da empresa em relação à pressão do governo Trump e de outros países ocidentais contra empresas chinesas, a Xiaomi afirma defender um mercado aberto. “Mercados fechados acabam prejudicando o consumidor, que fica na mão de poucas marcas”, diz Luciano.

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