Política da UE de redução de carbono pode favorecer produtos brasileiros

Comissão Europeia anunciou transição verde para reduzir emissões em 55% até o ano de 2030

A União Europeia concordou formalmente com um conjunto de recomendações que permitirá que viajantes de fora do bloco visitem os países da UE
A União Europeia concordou formalmente com um conjunto de recomendações que permitirá que viajantes de fora do bloco visitem os países da UE Foto: Shutterstock

Amanda Garcia, da CNN, em São Paulo

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A União Europeia detalhou o plano para transição verde para reduzir as emissões de carbono em 55% até o ano de 2030. Entre as medidas estão decisões domésticas e internacionais, como uma taxa para produtos importados.

Em entrevista à CNN, a especialista em políticas de mudanças do clima e Diretora do Instituto Talanoa, Natalie Unterstel, avaliou que o pacote, embora não tenha sido surpresa, “mexe com muitos países, causa uma certa surpresa e um pouquinho de incerteza.”

A implementação dependerá de amplo debate entre os países integrantes do bloco. Segundo ela, “pode demorar dois anos para acertar todos os detalhes, não será da noite para o dia.”

“A taxa a produtos importados, cobre 2% das importações totais, mas inclui ferro e aço, e o Brasil, que tem uma expressiva exportação de aço para o bloco europeu estará sujeito a novidades”, disse.

Natalie ainda destacou que há uma “questão para ficar de olho”: “Hoje o mecanismo não afeta agricultura, mas caso se torne no futuro, passe a ter taxação, pode ser oportunidade para o Brasil, se resolver o problema do desmatamento, teremos nossos produtos, que são de baixa emissão de carbono, podendo competir em boas condições.”

A especialista destaca que a ciência já estabeleceu que pode ultrapassar 2 graus máximos de aquecimento da temperatura até o final do século, e já estamos em 1.2 graus. “Estamos no limiar, sabemos o orçamento de emissões globais, o que podemos gastar, isso precisa caminhar para indústria, transporte e energia limpa.”

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